Tudo pronto para mais um desafio, pedalar na Rodovia Castelo Branco do
início ao fim, e foi assim no meio de um friozinho e ameaça de chuva que
12 Amigos apareceram no ponto de encontro no Ipiranga, lá fizemos os
últimos ajustes e preparativos antes da longa jornada que estava a nossa
espera. Todos com as Bikes lavadinhas e brilhando, os faróis a todo
vapor e roupas cheirosas.
Logo no início pelas ruas da Capital um pneu fura, mas logo o pessoal
trata de consertá-lo, seguimos em diante e novamente outro pneu furado,
mas vamos lá, consertamos e fomos em frente, passamos pelo parque do
Ibirapuera e seguimos sentido a marginal, tudo tranqüilo, encontramos o
outro pessoal do CAB que nos esperava na já na Castelo Branco e lá ao
sairmos percebemos mais um pneu furado, a coisa estava ficando
complicada, consertamos novamente e seguimos mas agora sem dois amigos
que voltaram pois um deles com problemas no joelho.
Ao passarmos pelo pontilhão do Rio Tietê mais um pneu furado e parecia que
a viagem seria uma escolinha de troca de pneus furados, sem desanimar e
já com garoa e frio, consertamos o pneu e seguimos pela Castelo. Após
alguns quilômetros já após Itapevi e sem iluminação a aventura começava
a se tornar realidade e a chuva com neblina tornava quase impossível a
visualização da pista, salvo algumas ocasiões quando passava um
automóvel, isso raramente, pois até aquele movimento enorme da Castelo
estava com medo do frio e chuva.
Continuamos a aventura onde a primeira parada era no posto do km 53, nesse
ponto o grupo se dividiu em 2 pelotões, o primeiro chegou rapidamente ao
posto e logo o pessoal foi tomando aquele cafezinho quentinho, o que
esquenta até os ossos, já o segundo pelotão estava demorando muito, mas
depois de algum tempo avistamos as luzes na beira da estrada e assim
chega o segundo grupo, com mais 4 furos de pneu na bagagem, a coisa
parecia brincadeira mesmo, será que o asfalto da Castelo é tão ruim
assim?, mas e os furos dentro da Cidade de São Paulo ? inexplicável.
Novamente a galera toda reunida, retornamos ao aconchego do posto e
tomamos novamente uma rodada de café e outros comes, também descobrimos
um sofá super aconchegante onde alguns ciclistas ensaiaram um cochilo,
nessa altura do campeonato, já com os músculos frios não adiantava
apressar nada e era só esperar a chuva dar uma trégua.
O dia já estava raiando e numa pequena reunião o pessoal unanimemente
resolveu voltar daquele ponto, então voltamos dali mesmo, somente um
seguiu pois estava com compromisso em Tatuí, deu sorte pois para os
lados do interior o Sol brilhava, já para os lados da Capital muita
chuva.. Seguimos um pouco adiante até o retorno e logo após uns
quilômetros adivinhem, mais um pneu furado, parecia incrível mas era
isso mesmo, novamente paramos. Nesse ponto a pedalada estava sem
compromisso e fizemos outra parada no Rancho da Pamonha, lá fizemos um
enorme break-fest.
Retornando a rodovia o pessoal seguiu em ritmo mais forte até o pedágio de
Itapevi, alguns conseguiram a velocidade de 73km/h pedalando numa leve
descida e ajudados pelo vácuo de um caminhão, no pedágio nos reagrupamos
e de lá seguimos em grupo, e logo ao passar pelo pedágio da marginal da
Castelo, quem adivinha ?, outro pneu furado, coisa de louco !
Seguimos até o trevo de Osasco onde já começavam as despedidas... logo
mais e um pouco antes de outra despedida do pessoal no Parque do
Ibirapuera uma pequena parada para mais uma troca de pneu, brincadeira,
e logo estávamos em frente ao chafariz do lago saboreando um caldo de
cana, ai seguimos até o Ipiranga, mas na Rua Vergueiro, bem próximo do
ponto final da aventura acontece uma coisa incrível !!! Tanam !!! Penu
Furado, mais um para fechar a aventura, esse nem quisermos trocar, os
últimos quarteirões foram a pé mesmo, coisa de louco, furou mais pneu
que um ano inteiro de pedaladas !
Nessa aventura de 150 km e um pneu furado a cada 10 km, valeu a
Amizade e Companheirismo do Grupo, um Abraço a todos e fica a
experiência para próxima empreita. |