Desafio Castelo Branco - 08/05/2004

 Tudo pronto para mais um desafio, pedalar na Rodovia Castelo Branco do início ao fim, e foi assim no meio de um friozinho e ameaça de chuva que 12 Amigos apareceram no ponto de encontro no Ipiranga, lá fizemos os últimos ajustes e preparativos antes da longa jornada que estava a nossa espera. Todos com as Bikes lavadinhas e brilhando, os faróis a todo vapor e roupas cheirosas.
 Logo no início pelas ruas da Capital um pneu fura, mas logo o pessoal trata de consertá-lo, seguimos em diante e novamente outro pneu furado, mas vamos lá, consertamos e fomos em frente, passamos pelo parque do Ibirapuera e seguimos sentido a marginal, tudo tranqüilo, encontramos o outro pessoal do CAB que nos esperava na já na Castelo Branco e lá ao sairmos percebemos mais um pneu furado, a coisa estava ficando complicada, consertamos novamente e seguimos mas agora sem dois amigos que voltaram pois um deles com problemas no joelho.
 Ao passarmos pelo pontilhão do Rio Tietê mais um pneu furado e parecia que a viagem seria uma escolinha de troca de pneus furados, sem desanimar e já com garoa e frio, consertamos o pneu e seguimos pela Castelo. Após alguns quilômetros já após Itapevi e sem iluminação a aventura começava a se tornar realidade e a chuva com neblina tornava quase impossível a visualização da pista, salvo algumas ocasiões quando passava um automóvel, isso raramente, pois até aquele movimento enorme da Castelo estava com medo do frio e chuva.
 Continuamos a aventura onde a primeira parada era no posto do km 53, nesse ponto o grupo se dividiu em 2 pelotões, o primeiro chegou rapidamente ao posto e logo o pessoal foi tomando aquele cafezinho quentinho, o que esquenta até os ossos, já o segundo pelotão estava demorando muito, mas depois de algum tempo avistamos as luzes na beira da estrada e assim chega o segundo grupo, com mais 4 furos de pneu na bagagem, a coisa parecia brincadeira mesmo, será que o asfalto da Castelo é tão ruim assim?, mas e os furos dentro da Cidade de São Paulo ? inexplicável.
 Novamente a galera toda reunida, retornamos ao aconchego do posto e tomamos novamente uma rodada de café e outros comes, também descobrimos um sofá super aconchegante onde alguns ciclistas ensaiaram um cochilo, nessa altura do campeonato, já com os músculos frios não adiantava apressar nada e era só esperar a chuva dar uma trégua.
 O dia já estava raiando e numa pequena reunião o pessoal unanimemente resolveu voltar daquele ponto, então voltamos dali mesmo, somente um seguiu pois estava com compromisso em Tatuí, deu sorte pois para os lados do interior o Sol brilhava, já para os lados da Capital muita chuva.. Seguimos um pouco adiante até o retorno e logo após uns quilômetros adivinhem, mais um pneu furado, parecia incrível mas era isso mesmo, novamente paramos. Nesse ponto a pedalada estava sem compromisso e fizemos outra parada no Rancho da Pamonha, lá fizemos um enorme break-fest.
 Retornando a rodovia o pessoal seguiu em ritmo mais forte até o pedágio de Itapevi, alguns conseguiram a velocidade de 73km/h pedalando numa leve descida e ajudados pelo vácuo de um caminhão, no pedágio nos reagrupamos e de lá seguimos em grupo, e logo ao passar pelo pedágio da marginal da Castelo, quem adivinha ?, outro pneu furado, coisa de louco !
 Seguimos até o trevo de Osasco onde já começavam as despedidas... logo mais e um pouco antes de outra despedida do pessoal no Parque do Ibirapuera uma pequena parada para mais uma troca de pneu, brincadeira, e logo estávamos em frente ao chafariz do lago saboreando um caldo de cana, ai seguimos até o Ipiranga, mas na Rua Vergueiro, bem próximo do ponto final da aventura acontece uma coisa incrível !!! Tanam !!! Penu Furado, mais um para fechar a aventura, esse nem quisermos trocar, os últimos quarteirões foram a pé mesmo, coisa de louco, furou mais pneu que um ano inteiro de pedaladas !
 Nessa aventura de 150 km e um pneu furado a cada 10 km, valeu a Amizade e Companheirismo do Grupo, um Abraço a todos e fica a experiência para próxima empreita.