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Introdução:
Tudo começou no dia 16 de novembro de 2003, quando fazíamos uma trilha na Serra do Mar. Num dado momento enquanto paramos para um descanso, falei para o Sérgio: “- O que você acha de fazermos um passeio entre São Paulo e Rio de Janeiro pela Rodovia Rio Santos???!!!!”. Advinha! os olhos do moço brilharam como o sol daquela manhã... Ele respondeu de pronto: “- Lógico!!!!” – Nem acreditei...
Então continuamos a trilha enquanto sondávamos um a um perguntando se participariam dessa singela aventura. Alguns diziam que fariam, outros que seria uma loucura - outros, vou pensar! - e outros, não posso ir!. Então contabilizamos cerca de sete bikers que já haviam concordado em participar da jornada que, pensando bem, seria muito difícil de concluir. Acontece que eu falei com a pessoa certa, no dia certo, na hora certa e, terminando a trilha já acertamos alguns detalhes e o Sérgio encarregou-se de planejar o tão sonhado “passeio” ciclístico.
No dia seguinte o Sérgio me telefonou e já tinha mil idéias para colocar em pauta e eu fiquei atônito com tamanha disposição. Continuamos nossos contatos enquanto o CAb promovia o “Passeio Noturno em
Sampa” em 19/11, a trilha “Bom Jesus dos Perdões” em 23/11, outro “Passeio Noturno” em 27/11 e o “VIVO Trip Trail em
Alphaville” em 30/11. Vale lembrar que a participação do CAB em Alphaville foi arrasadora. Paralelamente a isso na lista de discussões, chovia toda sorte de opiniões, dicas e sugestões sobre o evento que já estava oficialmente lançado no Site
www.cab.com.br
Crescia a adesão de bikers e já tínhamos até a confirmação de um carro de apoio do Edy (inédito em nossos passeios), comandado pelo ilustre Edson Ishida que já havia nos prestigiado com apoio no MTB 12 horas, tendo sido de grande valia nesta ocasião. Tudo caminhava bem e alguns anunciaram sua participação com bikes speed e outros com montain
bikes. O que importava era que todos estavam imbuídos de um mesmo propósito: pedalar, pedalar, pedalar...
Sérgio Affonso, formando trio com Ronaldo Tacla e Leori Alho, que sempre foram excelentes organizadores, trataram de marcar uma reunião sugerida pelo
Edy, a fim de organizar as idéias. O local de encontro foi – Posto Bandeirantes, localizado no Km 28 da rodovia de mesmo nome no dia 01/12 às 21h:00. Compareceram: Silmara
Nagasaka, Edson Ishida (high tech), Sérgio Affonso, Ronaldo Tacla, Ednaldo Santos
(Edy), Ricardo Dias, Arthur e Laercio Galdino. Entre diversas opiniões, algumas céticas, outras de extrema determinação, foi concluída e absolutamente confirmada a tão esperada aventura denominada “Desafio São Paulo/Rio”.
O Plano:
Ficou determinado que a aventura seria completada em 2 dias, sendo que o local de partida seria na oficina do
Leori, em Ribeirão Pires, na Rodovia Índio Tibiriçá. Os speedeiros seguiriam pelo asfalto até Suzano e encontrariam os montain bikers na rodovia que liga Mogi das Cruzes à Bertioga. Só nesse percurso os speedeiros pedalariam 20 km a mais do que os montain bikers que seguiriam por uma estrada de terra que passa por Furnas. Depois, todo o grupo seguiria rumo à Bertioga até alcançar a SP 055 também chamada de Rio x Santos. O horário de partida seria às 00h:00 de sábado, dia 06/12. Tudo certo e confirmado, a reunião terminou por volta das 23h:45 e depois das despedidas partimos para nossas casas cheios e ansiedade e alegria, afinal, não é todo dia que fazemos uma programação para pedalar 580 km, é isso mesmo, 580 km!!!!????? Há quem diga que isso não é nem para “Iron
Men” e sim para “Carbon Men” – eh, eh, eh... (Salve Arthur!!!!).
O Encontro:
A semana ia passando e o “Clube dos Amigos da Bike” fervilhava como se estivesse em uma véspera de festa. Havia ao mesmo tempo novas adesões como também desistências ou cancelamentos por diversos motivos. Alguns fizeram UpGrade de suas amadas
bikes, outros chegaram mesmo a adquirir novas companheiras, enquanto outros simplesmente faziam a manutenção das suas consagradas “Amigas das Trilhas”.
Chega sexta-feira, dia 05 e eu particularmente estava empilhado de problemas para resolver no escritório o que conflitava diretamente com a preparação da viagem. Só consegui me desvencilhar por volta das 18h:00 e ainda precisei buscar minha bike na oficina pois mandei fazer-lhe uma cirurgia geral. Só ficou pronta às 19h:30, pois parecia que São Paulo inteiro resolvera dar manutenção à suas bikes naquela semana. Além disso, precisava dormir um pouco para agüentar a previsão de pedal ininterrupto de quase 18 horas. Bem, não deu para dormir por diversas razões, entre elas um grande congestionamento que me vi envolvido devido a um temporal que desabou sobre a cidade e só consegui chegar em casa por volta das 21h:00.
22h:30 saí rumo ao encontro da Silmara que era minha carona, no meio do caminho observamos que faltavam pequenos detalhes como: frutas, pilhas, repositores energéticos e algumas quinquilharias. Não deu outra, entramos no primeiro hiper mercado que vimos para comprar os itens que faltavam. No estacionamento do hiper foi um show, pois a bike da Silmara que estava sobre o teto do carro, passava a uma mão de tinta da tubulação e luminárias do estacionamento, e todos ficavam olhando o desfile da magrela – foi o máximo...
Claro que depois de tudo isso, chegamos atrasados ao ponto de encontro onde estavam os pontualíssimos: Sérgio Affonso, Ronaldo
Tacla, Leori Alho, Ednaldo Santos (Edy), Zizzo, Miguel Zinet, Edson
Ishida, Tutta, Felipe Trevisan, Paulo Lima, Flávio Doin, além dos atrasados, Silmara
Nagasako, Laercio Galdino, Ivair Lima (Menguele), Ronaldo e Arthur. Manifestamos a alegria de encontrar o Jaider
Cevidanes, que compareceu para nos prestigiar, e era notório seu descontentamento em não poder nos acompanhar. Apresentamos, também, o sentimento de tristeza pela ausência de alguns(mas) colegas, mesmo sabendo que foi por motivos alheios às suas vontades.
A Partida:
A Ford Ranger do Edy estava completamente lotada de equipamentos, roupas, peças, utilidades e inutilidades que serviriam de apoio aos 15 ciclistas que estavam determinados a encarar o desafio. Atrás do volante - ele, o cara, o high
tech, o insubstituível Edson Ishida que não sabe dizer “não” - o menino está em todas!!! – Tudo pronto; partimos às 01h:37, ou seja, quase duas horas de atraso.
Logo na primeira hora de pedal e a primeira baixa; o câmbio traseiro do Flávio sofre uma avaria, e no pior trecho o circuito. Contatamos o Ishida que rodava pelo asfalto acompanhando os speeds e precisou retornar para socorrer o Flávio e sua bike manca. O percurso que os montain bikers percorriam estava carregado de lama, pois havia chovido cântaros no final da tarde. Parecia mais o Tour da Cantareira quando está sob a lama, e nossas bikes pulavam de alegria. Pode???!!!
Chegamos ao trevo antes dos speeds pois o Edy teve problemas com sua Cannondale e isso atrasou a turma da velocidade. Isso esfriava nossos corpos e decidimos partir numa cadência lenta até eles nos alcançar - e assim foi. Quando nos alcançaram, partimos rumo à descida da serra pela Mogi-Bertioga e SP 055, até Paraty, que seria nossa meta no primeiro dia. Durante esse trecho houveram muitas speeds com pneus furados e até mesmo rasgados, sendo que o carro de apoio foi de extrema valia, pois podia carregar as bikes avariadas e seus atletas. 06h:10 e chegamos na
Rod. Rio/Santos. Os ciclistas desceram a serra com aquele frescor da manhã fustigando os rostos aliada a luminosidade crescente do céu, que não precisamos dizer que é inesquecível!!!!
Eu, Laercio, fiquei para trás do bloco, pois não consigo ver algumas obras da natureza sem registrá-las com minha outra grande amiga – a máquina fotográfica. Entre clics e mais
clics, percebi que precisava acelerar pois estava cada vez mais distante do grupo, e assim fiz quando encontrei duas personalidades do bom humor, - Arthur e
Menguele. Acreditem! Esses meninos têm a capacidade de detonar risos ao sujeito mais trombudo que você conhecer. Além disso, os caras estavam montados em duas
speeds, Trek 1000 e Aerotech Tour, e eu com minha montain Volare não era páreo para esses “torpedos terra-terra” quando estão rodando sobre o asfalto. Depois de padalar forte com os torpedos, chegamos no município de Boracéia e encontramos a galera recheando seus estômagos no Empório Costa do Sol, e sem pensar duas vezes fomos rechear os nossos também. Após alguns reparos nas bikes que podiam ser consertadas naquele local e verificar onde encontraríamos oficinas para a compra de câmbio e pneu para as bikes do Flávio e
Edy, respectivamente, levantamos acampamento junto ao empório e partimos célere para nosso destino – Paraty que distava cerca de 190 Km dali, e já havíamos pedalado 105 Km. Alegria, alegria, faltam somente 2/3 do percurso do primeiro dia!!!
Depois de rodar cerca de 10 Km, já estando em Juquehy aconteceu o impensável!!!...
Vocês sabem aqueles seres “humanos” que por conta de sua insanidade mental, são capazes de prejudicar alguém??? São capazes de por em risco a vida e a integridade física de uma pessoa??? Pois é, esses seres existem e às vezes sentam-se atrás do volante de um ônibus, o que acaba manchando a idoneidade dos bons profissionais.
Infelizmente fui literalmente jogado propositalmente para fora do acostamento por um desses inconseqüentes, o que me rendeu muitas escoriações, dores musculares e um capacete destruído, ou seja, estou andando e sem qualquer fratura, mas posso dizer que mais uma vez os anjos do céu me guardaram. Espero que os mesmos anjos mudem o coração desse homem, e falo isso com toda sinceridade que posso ter.
Juntando as dores e o desequilíbrio emocional que são gerados nesse momento, não conseguia mais pedalar, daí o Arthur e o Menguele vieram ao meu encontro e ficaram muito aborrecidos com o fato, mas não tinha mais jeito, agora precisavamos refletir e solucionar o problema. Então acionaram o “Speed
Ishida” que distava cerca de 30 quilômetros à frente, e quando soube do ocorrido dirigiu-se como uma flecha. Segundo relatos, o cara deitou o cabelo na rodovia, qual era sua velocidade... Quiseram até mesmo acionar a Polícia Rodoviária e o Resgate do Corpo de Bombeiros... “ - Hei, hei!!!! Não precisa, eu estou bem!!!!” Nessa altura dos acontecimentos, o bloco distanciava-se cada vez mais e já estavam próximos a São Sebastião ou 60 quilômetros do local do acidente.
Como as horas passavam na mesma velocidade do Ishida, resolvemos acelerar e partimos para o encontro com o pessoal que deveria nos esperar em Caraguatatuba para o almoço. E foi o que aconteceu, quando descobrimos que a nossa querida Silmara (única mulher do grupo) também tinha sido ejetada para fora da pista (felizmente sem maiores problemas), mas dessa vez não foi um motorista de ônibus e sim de um automóvel de passeio. Infelizmente atrás dos volantes de automóveis também existem seres inconseqüentes! Deixa pra lá! - Chegando em São Sebastião o Ishida resolveu pedalar com os demais e pegou a bike do Arthur que estava zuado mas assumiu a boléia da Ranger e fomos até Caraguá.
Em Caraguá, às 15h:02, aportamos no Restaurante e Pizzaria Recanto do Mar, situado na esquina da Rua Paraná com Avenida Prestes Maia. Detalhe: A comida dos caras é razoável e os pratos são bem servidos, mas demora pra
KCT. Todos estavam ficando irritados com isso. Comemos, comemos e alguns chegaram mesmo a tirar uma pestaninha (ver fotos), outros foram comprar as peças para suas
bikes. Câmbio, pneus e afins... Lembra que algumas estavam avariadas???
Por diversas razões, estávamos atrasados cerca de 2 ½ horas em relação ao planejado, e tirar todo esse tempo no pedal não é fácil, mesmo assim partimos para o nosso destino, foi quando o caldo engrossou pois tínhamos à nossa frente mais uma daquelas subidinhas que nunca acabam. Sem contar que já tivera sido vencida aquela “serrinha” entre Maresias e São Sebastião, e agora seria entre Caraguatatuba e Ubatuba... Bem, já eram 16h:00 e ainda faltavam 128 Km para chegar em Paraty (e manda pedal!!!!). 19h:00, chegamos em Ubatuba, e já havíamos girado as rodas das bikes em mais ou menos 273 Km. As pernas dos nossos bikers têm as seguintes classificações: Os atletas da ala Montain Bike têm pernas SRAM 9.0 ou Shimano
XTR; já os atletas da ala Speed têm pernas Campagnolo Record Titaniun ou Shimano Dura-Ace - mesmo assim, existe o desgaste natural das peças (quero dizer:“das pernas”) e precisamos de manutenção, lubrificação, etc...
(eh, eh, eh!!!) - Vou contar um segredo!!! Soube que alguns atletas deram graças a Deus pela queda do
Laercio, pois com isso puderam descansar um bocado... Mas não digam a ninguém... É segredo!!!!
Resolvemos então ancorar o elenco num hotel... mas onde??? Havíamos planejado ancorar em Paraty e o Laercio fez levantamento de hotéis e pousadas de lá. Bem, mesmo sentindo um pouco de dor achei por bem encontrar acomodações dignas para os meus colegas. Fui negociar com uma pousada que parecia um quartel general (prefiro não dizer o nome para não comprometer), e então eu, o Ishida e a Silmara fomos um pouco mais adiante e encontramos o Hotel Torremolinos ****, e parecia ser o ideal, pois está situado à beira-mar com uma infra-estrutura muito boa. Logo veio o pensamento óbvio... É muito caro para quem quer apenas dormir! Mas como me elegeram o negociante da turma, parti para o meu mister e encontrei uma recepção simpática e calorosa, composta por: Regina, Juliana, Agnes e Paulinha (filha da Regina). Após algumas considerações, choros e pedidos de descontos, fomos contemplados com um preço bastante razoável diante de tudo que o hotel nos oferecia. (Indicamos o Hotel Torremolinos para todos que quiserem suítes confortáveis e “limpas”, além da cozinha bem servida e com produtos de boa qualidade incluindo o café da manhã, farto e variado, sem contar o atendimento personalizado e uma vista de tirar o fôlego na piscina de frente para o mar. Quanto ao preço??? Bem, quem não chora não mama –
eh, eh, eh... Obrigado Regina e Cia!!!).
Bikes estacionadas na suíte destinada exclusivamente para elas; atletas acomodados em suas suítes (inclusive uma só para a Silmara), banho tomado e inhaca despachada pelo ralo, descemos para o lobby do hotel, sendo que alguns foram para a piscina, outros para o bar e outros para o restaurante. Com isso tínhamos a avaliação do dia entre tantas outras conversas que fervilhava entre o grupo, num clima de amizade, alegria e descontração.
Estômagos forrados, o sono tomou conta do ambiente e percebi que um a um se dirigia para suas suítes e acreditem, uma turma desse tamanho e não fizeram qualquer algazarra, então pensei: “- Estamos realmente muito cansados!!!” Eu adormeci muito rápido, mas no meio da madrugada acordei com o corpo dolorido e não consegui dormir mais, o que me causou muito desconforto. Por volta das 08h:00, todos já estavam reunidos para o café da manhã, e após o desjejum acertamos a conta, fizemos alguns reparos nas magrelas e partimos para a estrada a caminho de Paraty.
Chegamos à cidade de Paraty por volta de 17h:00, e fomos logo procurar um lugar que pudéssemos registrar aquele momento tão relevante em nossas vidas de ciclistas. Encontramos uma praça bucólica mas de grande beleza e lá, registramos nossa alegria. Depois fomos jantar num restaurante onde existe diversos artefatos e peças antigas, como relógios e máquinas registradoras que fizeram relembrar nossos avós. Após o jantar nos dirigimos para a rodoviária da cidade para cuidar do retorno, sendo que a Silmara,
Laercio, Menguele, Ishida e Edy, retornaram para a cidade de São Paulo no carro de apoio e os demais em ônibus. O Zizzo partiu viagem solo para o Rio de Janeiro!!!??? “- Boa viagem amigo!!!”.
Considerações Finais:
Posso dizer que durante todas as horas que estive interagindo com as 15 pessoas ao me redor, concluí muitas coisas positivas... Somos pessoas diferentes, com formações diferentes, com ideais diferentes, com compromissos diferentes, idades diferentes, enfim: Somos diferentes um do outro. Entretanto, além de termos em comum a paixão pela natureza, o ciclismo e vontade de vencer barreiras, as diferenças servem de complemento para as vidas um do outro.
Conheci um pouco melhor o Miguel Zinet e fiquei muito satisfeito. Ele é um sujeito que valoriza muito a família, tem sensibilidade de observar os detalhes menos importantes e gosta de Noel Rosa. Somente o fato de gostar e conhecer o grande Noel como demonstrou que conhece já transformou a amizade num prazer. Quem sabe até fundaremos o “Clube dos Amigos do Noel Rosa”,
eh, eh, eh...
O Ednaldo Santos, conhecido como Edy e rebatizado pelo Menguele de Fedy, é um sujeito notável. Descontraído, falante e defensor de suas idéias. Está sempre à disposição de todos e reparte tudo que tem; ficou extremamente desconcertado para decidir quem voltaria para São Paulo em sua camionete... Por ele traria todos de uma vez!
Falando em Menguele! Como poderia caracterizar o Ivair??? Insólito. É, o Menguele é insólito, observador, criativo, gozador, e sabe ter a sensibilidade de usar isso nos momentos certos. Jamais vimos o Menguele ofendendo qualquer pessoa com suas brincadeiras. Batizou o Edy de
“Fedy”, o Ishida de “Bishida”, o Flávio de “Chapeuzinho Vermelho”, chegou com uma história de “Gugu
Nights”, entre outras tantas palhaçadas que aprontou no meio da turma. “Cara!!!, gosto de você!”.
A Silmara. Fiquei bastante impressionado com sua conduta. Era a única mulher do grupo e sempre se manteve de maneira absolutamente singular. É uma mescla de guerreira, pois pedalava no mesmo ritmo dos homens, mas tinha a feminilidade natural de qualquer mulher nos momentos necessários. Acabou se tornando a protegida do grupo; todos se importavam com ela, embora com um respeito que não se vê em qualquer lugar. Os meninos estão de parabéns pela postura diante da princesa.
O Edson Ishida é um fenômeno de versatilidade, bate o escanteio e marca o gol de cabeça. Está em todas, sabe de tudo, conhece o ciclismo como poucos e é muito atencioso. Além disso segue uma dica: Caso precise mudar de profissão algum dia, poderá ser motorista de ambulância. Ah, ah, ah!!!! Naturalmente jamais será, pois sabemos que é um empresário bem sucedido – parabéns!!!!
Sérgio Affonso. Às vezes olho para o Sérgio e pergunto: “ -Será que ele está se divertindo como os demais do grupo?”. Certamente está!!!... Mas pergunto isso porque ele está sempre ligado no bem estar de todos, se tudo corre conforme o combinado, e sempre com uma simplicidade e senso de liderança notáveis, mesmo nos momentos mais delicados. Não tem quem não goste desse cara.
Ronaldo Tacla. Parece um timoneiro com aquele semblante quase sempre sisudo – segue a frente de todos ditando o ritmo das pedaladas – o cara é incansável!!! Quando relaxa começa a brincar com a turma mas sempre alerta. Nosso soldado!!!
Leori Alho. Fecha a trilogia com Sérgio e Ronaldo dividindo as funções e a liderança do grupo. Dizem que é “pão duro”. Eh, eh, eh...
Posso citar ainda muito outros, como o Flávio, o Arthur (velho de guerra), que possuem qualidades fantásticas...
E eu, Laercio que relatei isso tudo...
A todos um grande abraço e até a próxima viagem.
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