Pedra Grande - 01/11/2003

 Um Sábado maravilhoso, um belo dia para enfrentar 50 kms de pedal por paisagens maravilhosas... Abaixo fotos e Relatos...
. The Big Stone, por Iramaia Ávila

 O Sábado amanheceu com promessas de um tempo fantástico para se pedalar. Tínhamos marcado às 9 horas, em Ribeirão Pires e imaginei que seríamos poucos dessa vez.... 
 Pedal longo, difícil, tudo para assustar, então "só" 22 apareceram.... contudo, vale a pena citar que entre nós havia um guri de nada menos de ...13 anos !!!
 Nos encontramos na frente da loja do Leori, com vários bikeiros, prontos para o passeio. Iamos deixar os carros estacionados ali na frente, porém, a prefeitura ia fazer alguns consertos. Resultado, lá fomos nós para a casa do Leori, deixar as carros. 
Pegamos a bike, nos encontramos com o restante da galera que já estava prontinha para ir e seguimos.De cara, a turma do sai de baixo, já saiu rasgando logo depois da subida do esquenta perna e das três pontes.... eu já estava felizinha pois consegui pular todos os obstáculos sem sair da bike. Depois, mais feliz ainda, por 3 meninas aderirem ao grupo e pedalarem legal, forte mesmo!!! (Iarinha, Renata Queila e eu)
 Fomos pedalando num compasso firme, quase sem paradas e o pessoal da frente, em disparada, se distanciando e ... passando a entrada da trilha do ANTA. Bobos eles, pois, pelo rádio, avisei que teriam que subir 1 km. de volta, pelo desespero de ir à frente. Conseguimos avisar quase todos, menos 4, por estarem sem rádio. Ficamos esperando, até que, passando alguns motoqueiros, pedi que eles avisassem a turma do "apressado come crú".
 Avisei o Serginho que iria na frente, junto com o Bob pai, pois a subida até o single do anta, além de não ser fácil, é constante, o que acaba dando dor na perna e uma vontade louca de empurrar...
 E lá fomos nós, um atrás do outro, por que também não dá prá ultrapassar....
 Já fizemos esta trilha de quase todos os modos, chovendo, com sol, com neblina e ... a noite! A noite é o modo mais punk, mais adrenado que eu já senti. Quando termina a descida, a perna ainda continua tremendo um bom tempo!! Ui! Bom demais...
 Chegamos ao topo e Iara papa-léguas perguntou se já podia ir descendo o tal "single" fui na frente junto com ela, chão escorregadio, logo atrás vinha o Marcus Risadinha, que nos passou na primeira oportunidade. Vários passaram e para nosso prazer, vimos muitos deles caírem... por causa de uma bendita raiz que todo mundo acha que é um galho. Alí, ela derruba todos os desatentos. De repente, olho pro lado e pumba! Caio! Não me machuquei, levantei rapidamente, toquei a bike alguns metros quando percebi que estava sem o meio cat eye. Parei a bike na hora, comecei a subir todo o trajeto a pé. Fui encontrando vários bikers e um deles me falou que encontrara um óculos (o irmão do Ricardo fotógrafo). Coloquei a mão no bolso, e nada... o óculos também tinha desaparecido! Meu, que coisa!! Depois pego o óculos - pensei - Agora quero meu cat eye! Fui indo, cada vez mais longe, já p. da vida e não encontrei nada!! Quase 3.000 mil km. perdidos!! Bom, tem remédio? Não, bola, digo, roda prá frente, fui pegar a bike, ainda olhando persistentemente para o chão. Cheguei até a minha adorada... subi nela, e.... bom, não estrago a surpresa... conto depois. Passei por aquele obstáculo em U que derruba gente prá caramba e segui em frente, alcançando o pessoal. Fomos embora, seguindo adiante e logo mais, a trilha da direita. Passamos por um mato sujo, gente inconsequente que estraga a beleza da natureza com montes de lixo incluindo garrafas e latas, numa falta de consciência que dá desespero. 
 Logo a frente, encontramos uma cerca de arame farpado. A educação se fez presente novamente e os meninos passara nossas bikes. Seguimos até uma cerca e, após ultrapassá-la, ficamos esperando o pessoal que vinha logo atrás. Ricardo, um dos últimos bikers, foi pego de surpresa por um arame farpado colocado em uma árvore. Sorte dele que pegou de leve, só deixando a pálpebra um pouco inchada. Mais uma vez, falta de consciência das pessoas da região. 
 Quando nos reunimos, começamos a pedalar e logo depois de uma curva, vimos uma subida daquelas que se fez escutar assobios de todos! Era incrível!! Comprida, íngreme, pedregosa!! Daquelas que já pensamos: Vou desistir pois não vou aguentar!! Subi um bom pedaço, mas tava difícil! Claro que o Serginho já estava lá em cima! Cabrito, esse cara!!! Renata, nossa fiel representante, começou a gritar... sai.... sai... e todo mundo foi dando passagem e ela subindo... pensam que devagar? Que nada... foi ali, num ritmo bonito, forte, e quando chegou lá em cima, foi só gritaria!! Chegamos todos e alcançamos pequeno trecho de asfalto... Dali, foi show de bike, todo mundo em coroa grande, mesmo em subida. Pegamos então, o caminho para a Pedra Grande, passando pelo bar do ïndio, seguindo a estrada com um ventinho que indicava a mudança de tempo que já se fazia presente. Lá fomos nós, entrando em Mogi das Cruzes, no nosso terceiro município by bike! 
 Quem fazia, achava lindo! E estava maravilhoso mesmo! Chegamos à Quatinga, pequena vila em Mogi e, refestalados à sombra, descansamos e aguardamos o pessoal que vinha vindo.
 Enquanto isso, fui me pesar numa balança daquelas antigas, numa farmácia próxima. Já tinha perdido dois quilos, na brincadeira. Marquinhos subiu também, puxei o Camel dele e descobrimos que carregávamos 3 kgs entre comida, água e apetrechos bikenianos!! Epa!! Somos meio camelos mesmo!!!!
 Daí foi um tal de pesar gente e bike, que o farmacéutico deve Ter achado que nós éramos loucos... Koniu e Serginho, disputando qual bike era a mais leve!!
 Mais um pouco, o pessoal que estava atrás chegou e continuamos. Tóca a subir!! Sobe, sobe, sobe, e algumas vezes, víamos a Pedra Grande! Imperiosa, inalcansável para nós de bike e ela nos olhava com descaso! Ali, realmente, eram os seus domínios. Todas as pedras que faziam parte do caminho, tinham as características da grande-mãe. Eram de um marron... vamos dizer... escorregadio! 
 Uma subida em mata bem fechada, sempre é um encanto a ser descrito. Perto da pedra grande, há uma assim. De repente o chão solta aquele calor, as árvores formam uma estufa gigantesca e sentimos o corpo inteiro suar em profusão. Nisso, surgem presentes divinos.... uma chuva rápida, gelada, bem no meio da subida! Lavou não só o corpo! Lavou a alma!! A gente respira tanto e tão profundamente que ficamos na dúvida se sobra ar para mais alguém que esteja do lado!! O verde intenso assim como o cheiro de terra molhada e ar limpo, nos transmitem sensações da alquimia mágica da terra.
 Chegamos! Todo mundo junto, Serginho avisou que teríamos somente mais uma subidinha e depois a descida onde ele quebrara o braço há algum tempo atrás. Ficamos atentos. 
 No final da subidinha, eu e Iara ganhamos foto especial, tirada pelo Serginho, com a Pedra Grande ao fundo, segundo ele, a parte da trilha que ele mais gosta! (puxa, essa eu quero ver!!) e tocamos prá frente! Descemos e quem desceu ali, em cima de bike, merece ser chamado de pró! Logo depois da chuvinha, não dava prá ficar em pé! Era tombo em cima de tombo! A bike não respondia! Pneu, cheio de lama grudenta, ficava grosso e o mais engraçado, tinha a Queila, que carregava a bike para não sujar!!! Bom, verdade seja dita, ela ficou com freio o tempo todo, entretanto a gente.... freio? Que é isso, cara pálida?
 No final, os prós nos esperavam. Sentados, conversando animadamente, como se fosse sala de visita. Daí, cheguei perto do Marquinhos que estava sentado comodamente num cano enorme e contei. Má, vou contar um negócio prá vc mas vc. não póde rir. Promete? Bom, vcs já imaginam, se o apelido dele é Risadinha, ele começou a rir, antes de eu contar. Mas contei. Meu cat eye não ficou perdido... ficou grudado no fio, pendurado na bike e eu feito boba, fazendo a trilha a pé!! Ele ria, me chamou de anta patagônica e ficamos lá sem contar nada prá galera!
 Nisso, chega o Artur... prá quem conhece, ele todo doidão.... parecendo que tinha cheirado meia... 
 -Xi!! Perdi minha pochete!! Perdi... vou voltar... tá tudo lá dentro, documento, grana, celular...
 Mas Artur!!! Como pode ter perdido, cara? Não estava ai, grudada na sua cintura? Tava, mas caiu! Vou voltar... 
 E lá foi o Artur, disposto a voltar tudo, se preciso fosse, até encontrar a dita!!
 Ficamos esperando mais um tempo, falávamos pelo rádio com ele. Nada? ... Nada....
 Serginho foi dando umas voltas... e a gente conversando... Nisso ele volta, pega o rádio e fala pro Artur: - Meu, volta ai, que a sua pochete foi encontrada. Paramos estarrecidos para escutar a explicação e chegamos à conclusão de que o Serginho tem parentesco com pai de santo!
 Na hora em que conversávamos, ele viu uma mulher, distante uns kms, num morro, que teve um jeito meio suspeito. O pai de santo pensou: Aí tem coisa!! E tinha!! POCHETE DE ARTHUR!!
 Volta o Artur, todo feliz. Veio ainda comentar conosco que também ele achara um óculos. Muito engraçado. Quando foi mostrar o dito cujo, tinha perdido de novo!!! E era da Renata!
 Bem, o que não tem remédio, remediado está, e tocamos prá frente. 
 Quase no final, fui avisando a todos os que participavam pela primeira vez, que teríamos a trilha do Mazzaron para finalizar o passeio. Rodrigo foi quem me contou que esta trilha é a preferida dele.... mas não sei se é verdade. Dizem que ele treinava nela. Se é verdade, é por isso que o cara era tão bom!!
 Os apressados seguiram em frente, sem poder usufruir daquela beleza desafiante!
 Desci, despenquei, me sentindo uma downhilleira!! (existe? Se não existe, a gente acabou de inventar!!) 
 Daí o pai do Fábio,(omenino de 13 anos que nos acompanhou o tempo todo, numa boa) cai exatamente na minha frente. Começa a rir feito louco (sintoma de biker adrenado) e de repente, a gritar! 
 Parei a bike, vi que o negócio era sério. Ele estava desesperado, cheio de formigas enormes, pretas. Tinha caído em cima do formigueiro, e elas estavam cobrando o preço. Cai matando, dando tapa em todos os lugares do corpo dele. Em poucos segundos, conseguimos acabar com as formigas e o susto! Ele branco, ainda arfava, assustado com as picadas e a quantidade das bichinhas... coisas normais prá quem anda no mato, né?
 Terminado o single, não tão simple, pegamos o estradão até chegarmos à casa do Leory junto com o Elvis e o primo dele. Ué cadê todo mundo? Daqui a pouco chega o Marquinhos. Não entendi nada, ele estava muito à minha frente. Explicação: voltou para fazer o single! Imagina que ele iria deixar passar em branco!! Grande figura!!
 Logo em seguida chegou o Artur, e, bendita Ellen, esposa do Leori, nos proporcionou um banho de mangueira refazedora, onde brincamos de jogar água em todo mundo. 
 Depois disso tudo, foram chegando todos, o que significava fim da brincadeira. Mais uma vez, abraços confraternizadores , muitas conversas sobre a trilha e as coisas que nela aconteceram, deram o sinal de que somos pessoas de uma sorte incrível por vivermos cada minuto tão intensamente como se fosse uma vida inteira!!

 Beijos

 

 Pedra Grande por Marcus Dias

 O dia amanheceu claro com o céu limpo e azul. A temperatura às 7:00 da manhã já prometia ser um dos grandes desafios do passeio daquele dia. A viagem até Ribeirão Pires transcorreu muito tranquila e ao chegarmos, eu, Iramaia e Iara, à loja do Leory encontramos a outra parte do pessoal que já lotava o local e que se preparava para levar os carros para estacioná-los em outro lugar, pois a prefeitura estaria fazendo reparos nas calçadas durante o dia. 
 O lugar escolhido para estacionar os carros foi nada mais que a própria casa do Leory, que nos brindou com esta super acolhida mesmo não tendo nos acompanhado no passeio de bike.
 Carros estacionados, bikes montadas e ajustadas, ciclistas alongados e prontos para a saída, lá fomos nós sob a direção do Serginho para um dia que seria repleto de surpresas, novos caminhos e boas pedaladas. 
 Os primeiros 10Km de passeio eram conhecidos da maioria do pessoal, entre Ribeirão Pires e o Bar do Indio, quase sob o oleoduto, e a partir de onde iniciamos os trechos novos para a maioria de nós. O primeiro destes trechos foi o “single-track” do Anta, assim batizado em homenagem a um “pseudo-ciclista” desconhecido que reclamou como uma anta quando percorreu este trajeto pela primeira vez. Tratava-se, sim, de um pseudo-ciclista pois, sem exceção, todos os ciclistas que estavam conosco neste sábado foram unânimes em avaliar o “single-track” como um presente dos deuses em matéria de desafio, de visual e de experiência de pedal. Áreas de mato fechado, subidas, mais subidas, mato aberto, mais subidas, descidas, mais mato fechado e um visual de perder a respiração. Uma grande escolha do Serginho e da Iramaia para a alegria do grupo. 
 Cabeça-de-Vento-1: no meio deste “single-track” a Renata se deu conta de que havia deixado seus óculos novinhos lá no começo da descida, onde parou para esperar o grupo. Lá embaixo, no fim do “single”, enquanto lamentava a perda e já se via indo para a loja comprar outros óculos, a primeira surpresa do dia: o pessoal que vinha atrás notou algo de estranho no mato e encontrou os óculos, para a alegria da Renata. 
 Aliás, diga-se de passagem, a Renata que, logo adiante, iria surpreender a galera que estava próxima a ela na subida de um techo repleto de pedras e com uma curva super acentuada à esquerda. E ainda subiu aos gritos de comemoração (dela mesma e bem merecida) pelo desafio ultrapassado. 
 Terminado o “single-track” voltamos para a estrada de terra que nos levaria até um curto trecho de asfalto que nos colocou de volta no caminho para a Pedra Grande que, aliás, já podia ser vista majestosa à nossa frente. Alguns kilômetros mais à frente deixamos a estrada de terra de novo para mais algumas experiências de “single-track”e descidas super técnicas por entre erosões, valetas, buracos e terreno escorregadio. Os mais experientes e os mais corajosos despencaram na frente e ficaram esperando pelo resto do grupo lá embaixo para seguirmos todos juntos à partir dali. E foi neste ponto que o nosso grande Guru Serginho revelou seu lado místico e transcendental. Uma experiência digna de destaque e que será explicada já já. 
 Cabeça-de-Vento-2: Logo depois do grupo todo ter chegado até ali ao final daquela descida super técnica o Artur (que havia recém achado os óculos de um dos integrantes do grupo para, logo em seguida, perdê-los também antes de poder devolvê-los ao dono) se deu conta de que havia perdido sua pochete com todos os documentos, telefone celular e sabe-se Deus o que mais (as más línguas chegaram a cogitar que a preocupação do Artur era tanta que o livro secreto de telefones deveria estar na pochete também). Lá se foi então o Artur e sua bike morro acima atrás de seus pertences. 
 Foi durante durante esta espera pelo Artur que o lado zen, cósmico e transcendental do Serginho se revelou com toda a sua força. O grupo estava todo reunido ali, num entroncamento da estrada por onde vínhamos seguindo com uma outra estrada mais estreita, que ia até uma casa mais ao alto. Ninguém entendeu nada quando o Sérgio iniciou a subida em direção à casa. Eu, pelo menos, imaginava que ele estava só se mantendo aquecido durante a espera pelo Artur. Instantes depois, o Sérgio faz o mágico anúncio pelo rádio: “Artur na escuta?”..... seguido do “Positivo”...do Artur ainda subindo o morro. Seguiu-se então a surpresa do Sérgio: “então volte e venha até a casa aqui no alto que sua pochete está com a dona da casa”.... À partir deste instante o resto do grupo ficou conjecturando sobre como esta mensagem divina chegou até o Sérginho, uma vez que ninguém mais do grupo havia notado nada de anormal ou ninguém estranho pela trilha. As especulações ficaram no âmbito do ocultismo, pai-de-santismo e até mesmo de fenômenos internéticos ou interplanetários. A explicação só foi fornecida pelo próprio Sérgio quando, de volta lá da casa, explicou ter visto a senhora chegando àquela estradinha vinda de uma outra trilha pelo meio do mato. E que ela (a senhora) havia se surpreendido ou se assustado com a visão do grupo de ciclistas no entroncamento ali próximo, o que a fez subir apressada até sua casa. O perspicaz Serginho não teve dúvida: percebeu algo estranho na atitude dela e a seguiu até lá perguntando a ela pela pochete. E lá estava a preciosa pochete do Artur. Ele a deixara bem antes da descida, lá atrás no rio por onde haviamos passado antes do maior subidão do passeio. Aquela senhora passou pelo rio logo depois que todos haviam ido embora, inclusive o Artur. Encontrou a pochete e foi com ela para sua casa, utilizando trilhas no meio do mato, o que fez com que ninguém do grupo percebesse sua presença. Com exceção do Serginho, que a viu sair da trilha para o caminho até a casa dela. Uma incrível presença de espírito do Sérgio. E o Artur, depois de reencontrar sua pochete e pertences intactos, deixou uma gratificação para a senhora e voltou a reunir-se com o grupo para retornarmos ao pedal do dia. 
 À partir daquele ponto foi só aproveitar o visual e vencer a estradinha até chegarmos a um vilarejo cujo nome, se alguém sabia, guardou para si. O lugar ficou no registro como o vilarejo depois do “single-track”.... alguém chegou a comentar que o lugar se parecia com São José dos Pinhais (aquele próximo de Campos do Jordão). Era para ser uma parada breve para um descanso e abastecimento de água mas acabou se transformando, acreditem se quiserem, numa pesagem extra-oficial de bicicletas. Tanto o Koniu como o Serginho cismaram de tirar suas dúvidas quanto ao peso de suas bikes na balança da farmácia do vilarejo. A bike do Koniu, segundo os presentes, pesou algo entre 11 e 14Kg pois o equilíbrio da bike sobre a balança não deixava o ponteiro ficar parado. O Serginho não hesitou e teve de verificar que a bike dele pesa algo entre 11 e 12Kg, o que lhe garante uma vantagem de cerca de 2Kg sobre o Koniu. Pena que este processo de medição admite um erro de pelo menos 5Kg para mais ou para menos. Ou seja, processo foi divertido, mas não serviu para muita coisa, a não ser para deixar o dono da farmácia interessado e intrigado por tudo aquilo (deve ter imaginado que as bikes estavam sob rigoroso regime alimentar). 
 Saindo do vilarejo passamos a buscar o caminho de volta e a estrada que de novo passaria pelo Bar do Indio e nos traria ao ponto de partida. Mas não sem antes experimentar um último (e desconhecido da maioria) trecho em “single-track”, desta vez pela trilha do Mazaron, por entre valas de erosão e fortes declives. A proximidade do oleoduto no final do “single-track”nos mostrava que estávamos chegando ao fim do passeio. Depois de mais alguns trechos em subida, chegamos aos aquadutos de concreto e ao “single-track”, que agora nos parecia curtíssimo, até a estrada de terra e de volta à Rodovia Índio Tibiriçá. Deste ponto até a casa do Leory o percurso transcorreu como num flash, dada a facilidade que o asfalto e o calçamento propiciaram. Um bom banho de mangueira na chegada à casa do Leory completou o fantástico passeio deste sábado, pouco mais de 50 km repletos de surpresas, experiências,”single-tracks”, bom humor e espírito de amizade que nos acompanhou desde o princípio. 
 Parabéns a todos pelo grande passeio. Obrigado ao Sérgio pela oportunidade de nos mostrar um pouco mais desta belíssima região. E obrigado ao Leory que, mesmo não participando diretamente do passeio neste sábado garantiu o conforto do grupo permitindo-nos utilizar sua casa como base, estacionamento e fonte de água. 

Valeu galera!! Depois disso tudo, só mesmo pedindo mais!!