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Relatos,
Fotos e Resultados
A segunda etapa do Big Biker de 2004
aconteceu domingo, 1º de Agosto em Taubaté, no Restaurante Ver de Perto
e reuniu mais de 500
bikers, sem contar acompanhantes e pessoal de apoio em meio a uma ótima
infra estrutura montada pela organização.
Já no sábado, retiramos o material de prova com a Marília do BigBiker,
na Cantina Mellão, no Km 113 da Dutra e aproveitamos para fazer uma
boquinha e traçar umas pizzas.
No domingo, largamos ao pipocar de um rojão, exatamente às 9:00 hs.
A adrenalina escorrias pelos ouvidos e o cara gritava no microfone:
"Cuidado com as raízes ali na curvinha!". Claro que eu ia espremido no
meio do pessoal e teria que passar bem do lado das árvores. Saimos pelos
fundos do restaurante e pulamos no asfalto que subia até a entrada da
estrada rural que nos levaria ao single track.
No single, impaciente com a fila e muito metido a besta, resolvi passar
pela esquerda, um cara meio molão e enfiei a roda da frente num buraco
escondido pelo capim. Perdi o equilibrio e sem conseguir desclipar a
tempo, desabei na frente de todo mundo. O pessoal, concentrado, me
ignorou completamente e desviavam de mim como se eu fosso um mero monte
de esterco fresco no meio do pasto. Nem tiveram o trabalho de xingar e
confesso que me senti muito desprezado achando isso tudo, muita falta de
consideração.
Pegamos a estrada novamente, pulamos o riacho no Km 12,5 e no 20
apareceu o subidão do Morro Grande com quase 3 Km. Chegando lá no alto,
peguei um saquinho de água e prendi nos dentes até conseguir recuperar o
fôlego. A vista lá de cima é maravilhosa e faz por merecer o esforço da
subida. Fui sugando a água do saquinho enquanto descia a estradinha, mas
ao chegar na primeira série de buracos, a bike começou a pular muito,
rasgando o saquinho que caiu sem que eu pudesse largar do guidão para
segurá-lo.
O downhill foi longo e divertido. Passarmos pela igrejinha onde o
pessoal da Sport virou à direita em direção a Jambeiro e continuamos
descendo até Redenção da Serra para encararmos outro subidão. Dizem as
más línguas, que no ponto da igrejinha, o Jaider da categoria
Pró, falsificou a plaquinha de identificação com cal branca e seguiu
alegre a faceiro pelo trajeto da Sport, tsk, tsk, mas isso é só inveja
do pessoal, pois eu alcancei o maluco perto do alto do morro ( quero
dizer, eu só vi o Jaider porque ele voltou lá de cima, de encontro a
mim, parado no apoio, para buscar a mochila que tinha esquecido. Dá-lhe
Jaidão)
Terminei a subida e desci a milhão pelo outro lado. Em algumas tomadas
de curva, chegou a sair fumacinha das palhetas de freio. Passei como um
raio, muito próximo a uma vaca fujona na beira da estrada e eu rezei
para que ela não se assustasse e pulasse na minha frente, senão iria
morrer espetado nela.
A mais ou menos 2/3 do percurso, pintou o subidão da Serra das Coletas.
Aí o bicho começou a pegar. Cansado, descobri que poderia ter maneirado
mais um pouquinho no começo da prova, mas agora não era hora de se
lamentar e sim de olhar para frente e administrar
as dores que tomava conta das pernas, das costas e dos ombros.
Bem, se fosse só isso, seria fácil. Mas havia o sono. Enquanto pedalava
morro acima, os zoinhos iam fechando em meio aquele entorpecimento,
fazendo que eu enxergasse só uma mancha de meio metro de chão na minha
frente.
Numa curva de subida mais íngreme, resolvi caminhar e melhorei um pouco.
Pedalei mais outro tanto e caminhei outro, até ter alucinações e ver a
Cibele no meio da estrada. "Putz, tô muito mal, mal" - pensei. "Tô até
tendo miragens".
Mas era ela mesmo, em carne e osso, junto ao pessoal de apoio do Big.
Ela falava alguma coisa e segurou a minha bike enquanto fiquei ali, de
pé, cambaleando molemente com um saquinho de água na mão. Engoli minha
água e olhei para cima. Não via o final da subida, mas via por cima das
árvores, o topo dos postes de energia que ladeiam o trecho de estrada
que faltava vencer. Montei na bike e quando vi estava despinguelando em
direção a Caçapava Velha.
Lá embaixo, depois de um longo trecho de estrada arenosa, já vendo a
viola em cacos, parei para descansar e fazer uma massagem nas pernas,
quando a Silmara passou como uma flecha, muito alegre e dando tchauzinho.
A energia dela levantou meu ânimo e por isso calcei minha sapatilha e
sai a tempo de vê-la sumindo na curva lá na frente.
Segui pela estrada até pegar a subidinha de asfalto, entrei pelo single
track onde havia desabado no começo da maratona, subi o morro e
mergulhei na descida em direção ao Restaurante Ver de Perto, o vento
frio esfriando meu corpo suado, moido e castigado pelo sol, soprando
fora minhas dores e cansaços, enquanto crescia o gemido dos pneus,
conforme eu embalava no asfalto...nhééé... Agora é só descida até o
final! Cheguei, cheguei! Consegui! 94 Km, ha-ha!
Na chegada, subindo a rampinha do palco, esqueci de soltar a sapatilha.
Travei a bike e me agarrei na trave lateral pra não cair. Só faltava
levar um tombo bem ali, em cima do palco, em frente a toda a galera que
assistia a chegada, com câmaras na mãos, rs.
Lá estavam os amigos do CAB que já haviam terminado a maratona e,
alegres, me cumprimentaram e me deram parabéns. Fiquei muito contente
porque espantei o fantasma de não ter terminado a etapa anterior.
Agradeci a todos e fui ao restaurante espantar o sono com uma xícara de
café.
Joao Faria Grande
João, beleza seu relato mais uma vez.Foi realmente demais, só pra variar
desta vez quebrou minha corrente de novo, mas como estava de dupla, meu
parceiro e eu consertamos em 10 minutos e voltamos a pedalar num ritmo
alucinante. Foi realmente uma prova de velocidade, apesar das 4 paredes
escaladas, o resto do percurso era muito rápido, tinha que ter força pra
subir seguido de fôlego para pedalar forte.paramos muito pouco, e
fizemos uma média de 17 km/h valeu a galera do Cab que sempre da aquela
força nas provas, e mais uma vez obrigado a Cibele pelo copo de coca
geladinho.
Flavio Doin Eu
assino embaixo CV!!a Cibele ajudou pacas...sempre incentivando, qdo
escutava gritos de animação quem era?...a loirinha do pedal...
CIBELE!!...vc foi amiga pacas, se nao fosse pela tua pequena e enganosa
observação sobre o resto de pedal q me ficava nao teria
continuado...juro de pé junto q tava querendo abortar e estacionar minha
bikezinha la mesmo onde vc estava...mas vc com aquela coquinha
gelada.....e teu sorriso dizendo q faltava pouco e era somente
reta(santa mentira)...nao teria conseguido...
obrigadao...viu??? e te devo essa conquista sofrida...
bjs
jane
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