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Elaine, Raquel e João + Fotos + Resultados
Relato by Elaine
Sem dúvida nenhuma foi um prova de resistência e determinação.
Já na viagem, o pessoal comentando sobre os “paredões” que teríamos pela frente, eu tentava não me preocupar muito com isso, até porque, eu só queria superar minhas limitações e chegar pedalando.
O Domingo amanheceu não muito animador, frio, garoa fina, não dava muita vontade de sair debaixo dos cobertores. Mas enfim, quem está na chuva tem que se molhar.... e após um café reforçado, desci para testar a bicicleta e fazer últimos ajustes.
Após a largada da categoria Pro, ficamos na expectativa da categoria Sport, parece que estava mais frio ainda e pra variar com garoa. Eu estava com a Raquel, Leori, Marcelo, Adriana e Artur que não estava nos animando muito falando o quanto ia ser dureza
(rssss).
E realmente foi dureza, muita, mas muita subida, e descidas que não acabavam, tivemos direito até um Down Hill, super escorregadio, muita derrapada, e depois um trecho com muita lama (eu coloquei o pé na lama várias vezes).
Mas todo percurso com um incrível visual, realmente muito bonito!
A volta consumiu todas as minhas energias, e após uma câimbra na coxa direita, não consegui subir mais, não que estivesse subindo antes, depois senti ameaça de câimbras na perna esquerda, só teve uma solução: empurrar, empurrar e continuar empurrando. Já nestes momentos, a minha maior preocupação era ter que voltar no caminhão vassoura. Só se fosse morta!!
Acho que tenho que destacar o incentivo do pessoal do CAB, o carinho da Silmara e boa vontade do Zé que fizeram o Apoio.
Valeu Marcelo, Artur, Leori e Raquel pela companhia.
E até....
Raquel A. Medeiros
Foram 9 hs para pedalar 55 km, aliás empurrar também!
Com a temperatura entre 14º/16º, foram várias sensações.. tivemos o frio, a garoa, até mesmo o sol... e muita lama para aumentar a adrenalina do percurso que, como os colegas de pedal classificaram , é “punk”.
Com todo esse pacote a galera foi a luta... muitos com objetivo de uma boa colocação, mas outros , assim como eu, apenas com o objetivo de completar o percurso e vencer as próprias limitações.. e consciente delas a minha única preocupação era não ser carregada pelo “vassourão”, já imaginaram tanto esforço e nem sentir sensação da obrigação cumprida, “alma lavada”??
Durante grande parte do percurso estive(mos) com a “Elite” do CAB, o que considerei um apoio particular, foram eles : Leori, Marcelo, Arthur e minha prima Elaine claro.. sem falar no apoio do CAB a simpática Silmara e o falante Zé, que nos deram o maior incentivo também... e realmente precisávamos porque para cada descida, tinha uma subida muito maior... incrível!; mas incrível mesmo foi quando li no asfalto com letras meio apagadas que diziam “ 200 mts para chegada”.
Agora já estou com minha “primeira” medalha (participação) e com ela boas recordações também !
Foi uma ótima experiência, principalmente para testar a resistência, recomendo a todos que curtem pedal e desafios e natureza.
Ah... parabéns ao vencedores dessa competição! Quando eu crescer quero ser como vocês!
Abraços a todos
João Faria
Quando eu e a Jane resolvemos correr em dupla no BIG, lembrei a ela que não seria mole não, pois no ano passado, eu tinha ido só até o Km 86 e virado estátua.
Bem, aí, ela disse que encararia os 100 Km, sim. Insistiu que agora estávamos bem mais acostumados e dava pra gente terminar se administrassemos bem.
Como recentemente tinha perdido a sua bike, iria correr com a minha Shwinn que já tinha usado nas pirambeiras de São Roque e se dado muito bem, pois a magrela está relativamente leve, com uma relação de marchas bem reduzida, coisa que facilitaria muito nas subidas e descidas, amontoadas uma sobre as outras, nessa etapa difícil do Big
Biker.
Largamos na boa, deixando a turma ir abrindo no subidão inicial, pois apesar de bem condicionados, tinhamos uma boa idéia do que significariam 100 Km de trilha. Estavamos frios e nem haviamos feito um bom alongamento antes da largada.
Quando chegamos no descidão já estavamos no ponto e aí, a Jane mergulhou à vontade. Mergulhei atras dela com a minha Alfameq, que estava muito gostosa com uma suspa Manitou, procurando manter uma distancia de uns 15 m da Jane para ela descer tranquila, sem se distrair comigo. Essa correria maluca nos custou duas paradas para troca de cameras na bike da Jane. Na verdade, a suspa tava um pouco dura para o peso dela e os peneus mal calibrados, acabaram sendo mordidos na buraqueira.
Passamos na bifurcação onde as categorias Pró e Sport se separam, uma para a esquerda e outra para a direita e lembrei, divertido, que no ano passado um cara da organização saiu correndo atras de mim e gritando que eu era da Pró e havia entrado errado, na trilha da Sport. Hummm, que vergonha eu passei naquele dia;)
Fizemos o vale direto, sem parar, apesar de eu ficar louco para tomar um cafezinho em todo boteco que a gente passava em frente. Pegamos o asfalto em direção a Serra do Palmital e nos preparamos para a subida. Mostrei a Jane onde, no ano passado, tinha parado para jogar água nas coxas devido a uma ameaça de câimbras e também, o primeiro tope, onde parei com a desculpa de "lubrificar a corrente",
hehe.
A escalada de asfaldo estava muito difícil e para nos poupar, subimos em zig-zag até o apoio com a bica dágua onde paramos para abastecer, comer e beber alguma coisa.
Descemos pelo outro lado e seguimos até a parte alta do vale, onde comecei a vigiar a pedalada da Jane, à caça de algum sinal de cansaço, mas estava tudo normal. Ela estava usando as marchas certas nos lugares certos, bem animada e respirando normalmente. Beleza, vamos em frente, pensei.
Aos gritos, chegamos finalmente ao apoio do CAB no Km 75, onde estava o Zé Ricardo com o pessoal. Aproveitamos para alongar, relaxar, se interar das últimas e agora sim, comer e beber alguma coisa decente.
Refeitos, partimos para a etapa final e fui mostrando para a Jane os lugares onde eu havia parado para descansar no ano anterior. "Olha, parei aqui, ó. Depois, sentei aqui, ó" Mais adiante, apontava: "Aqui, então, eu já tava deitando... Naquele topezinho ali, eu já estava quase chorando e rezando para o caminhão me buscar",
hehe.
Apesar de cansados, estavamos indo muito bem e fomos subindo direto, bem na manha. A Jane colocava a bike na primeira marcha e seguia em frente. Eu reduzia tudo que podia e ia, ora na frente, ora atras dela, dependendo da inclinação, já que a minha relação de marchas era mais longa e portanto mais pesada, me obrigando as vezes, a ir mais rápido em alguns trechos.
Então, as subidonas mais fortes a Jane resolveu fazer em etapas. Parava no meio da subida, punha o pé no chão, tomava folego e... do zero, arrumava tração e seguia morro acima, não me perguntem como, eu olhando embasbacado, pois ela nem me deixavava ajudar a embalar a bike, hehe. O lance é que ela acabou subindo todas aquelas malditas pirambeiras sem arrastar a
bike!!!
Ora, sou suspeito relatar esse fato? Talvez, hehe. Mas é a pura verdade e apesar de eu sempre ter apostado nisso, foi tão maravilhosamente surpreendente que fiquei muito orgulhoso dela. Não foi por falta de aviso, pois eu já tinha cantado a bola quando escrevi o relato do Raid de Rio Claro.
Então, após vencermos os piores paredões do mundo, não sei se foi por emoção ou por falta de gáz mesmo, o papai aqui começou a sentir muitas dores nas pernas e envergonhado, foi obrigado a caminhar nas últimas subidinhas, nas mais mixurucas, para deleite da menina que lá na frente pedalava faceira e ria sem parar, hehe. Demos boas risadas, pois afinal, nesse mundo cruel, esperava-se que se um de nós tivesse que arrastar a bike, esse um seria ela e não eu,
hahaha!
Passamos pelo portal e finalmente completamos os nossos sofridos 100 Km de corrida, quando alcançamos o último posto de controle. Após sermos checados, descemos o asfalto até chegarmos na praça onde haviamos largado de manhã, encontramos o pessoal do CAB e a Marília veio gentilmente nos entregar as tão valiosas medalhas. Comemoramos muito, claro. Eu, por não ter terminado no ano anterior e a Jane, por ter completado muito bem, logo na primeira vez, principalmente por ser essa etapa, uma das mais longas e com maior diferença de altimetria do famoso Big Biker.
Bem...Ufa! Que venha a segunda etapa, hehe.
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