Aventura de SP a Praia Grande 06/07/2003

 

 Pessoal todo lá no Extra Anchieta, uns chegaram pedalando, outros estacionaram o carro lá mesmo, de lá seguimos pela Via Anchieta até o Riacho Grande, depois até a Balsa, passamos ela e por estrada de terra passandomos pela Imigrantes e depois mais uns 20 km de estradinha de terra com visuais incríveis, logo voltamos ao município de SP, isso no extremo sul sa cidade no famoso Capivari-Monos, percorremos mais um pouco desta estradinha, que por sinal é muito linda e com algumas descidas incríveis até chegar na ferrovia, lá uma reunião para explicar os perigos por causa dos trens de carga e ai seguimos 31 longos e duros quilômetros  que pareciam intermináveis, mas é claro com visuais maravilhosos, vimos a Praia Grande pelo outro lado da montanha, pontes com vão livre de mais de 100mts, construções monumentais, túneis enormes e escuros, e trens cargueiros, principalmente os da FerroNorte, máquinas com potência assustadora, quando elas passavam parecia que era um terremoto, inclusive tivemos a oportunidade de deparar com uma num dos 27 túneis, assustador, após esta parte chegamos a saída da ferrovia, ai um presente, single-track de mais de 3km, maravilha, aquela galera descendo parecia uma cobra ciclística no meio da trilha, no final desta maravilha chegamos na Pedro Taques, lá uns foram para a Praia Grande, outros para São Vicente e Santos e outra turma seguiu até Cubatão, na volta de ônibus podia ver a ferrovia e o nome da antiga FEPASA no morro, passamos lá!

 Mais Relatos Abaixo:

 

  Rodados 110 km em 7:27 horas, média de 14.7 km/h e máxima de 69 km.

 

Esta Aventura tem 1 Vídeo.

06/07/2003 Trem Cargueiro de 6.000 hp passando pela turma. 1440kb

Por Antônio Marques:
Mais Fotos : http://www.adv_team.kit.net/CAB/Ferrovia/index.html
Altimetria : http://www.adv_team.kit.net/CAB/Ferrovia/Trilhosalt.jpg
Mapa : http://www.adv_team.kit.net/CAB/Ferrovia/Trilhos.jpg

Mais Relatos

De Jaider Cevidanes Junior

Insano, Irado, Pirado, Maluco, Sensacional!!! E ainda é pouco p/ definir o trajeto.
Momentos:
1. Travessia da balsa em Riacho Grande
2. Cross Crountry até Parelheiros - Barragem
3. Encontro com a Linha Férrea
4. Primeiro Pontilhão (era o começo de visuais espetaculares)
5. O primeiro Trem
6. O primeiro dos 28 túneis (escuros)
7. O primeiro trem dentro do túnel (adrenalina 2000)
8. Cachoeira no meio do caminho c/ Single Track (merece exploração)
9. Pausa p/ reparos (e foram poucos)
10. Single Track inacreditável, perfeito, de 3 km dentro da mata atlântica, em descida!!!
Valeu o domingão.

De Joao Faria

Fala Estrêla de Prata!

Como vão os músculos do antebraço?
Benvindo ao RESTRITO "Clube dos que desceram a serra pela
Sorocabana" :-D
De fato, esse trajeto foi o mais louco que já fiz.
Não sei se faria novamente, já que é muito desgastante andar sobre os
dormentes ( OPS, falar em dormente...he-he ) mas não poderia perder
essa oportunidade por nada. Ficaria doente se não fosse.
Ôx! Só o pessoal da CAB pra fazer um trajeto desses! PARABÉNS PESSOAL!

De Marcelo Vieira.

Bom dia caros colegas.

Sob minha visão, oque aconteceu foi o seguinte:

Moro no Morumbi, para mim seria mais fácil me encontrar com o pessoal na estação Evangelista de Souza do que ir até o Extra da Anchieta. Minha idéia era seguir o trilho do trem que passa na Marginal Pinheiros até lá. Olhei em um mapa qual o trajeto provável que o pessoal faria até lá e calculei a que horas teria que sair para encontrar com eles. Acordei as 5 e comecei a pedalar as 6:00 da manhã, ainda escuro. Durante a semana já tinha examinado em que local daria para eu pular com a bike para cruzar a linha do trem da CPTM. O ponto ideal que encontrei era embaixo da ponte da João Dias, onde não tem grades. Segui então em direção a ponte Interlagos pela aquela via asfaltada que tem ao lado do trilho. A corrente de ar que acompanha o rio dava a sensação de mais frio. Quando cheguei a ponte de trem para atravessar o rio e ir em direção ao Grajaú o Sol já estava acordando e já me iluminava com seus raios. A ponte em má conservação, estreita e sem guarda nas laterais já dava o tom da aventura. Logo a frente me dei conta de que como nosso dinheiro, nosso patrimônio é desperdiçado. Em vários trechos que havia somente um lado do trilho. Em outros os moradores que foram habitando as margens da ferrovia jogavam o esgoto, sofá, pneus, e muito entulho ao longo dos trilhos. Escolhia o caminho com cuidado para não furar o pneu. Superado esse trecho, um pouco mais adiante com os pneus enlameados e nas pedras soltas do trilho acabei escorregando não conseguindo soltar o taquinho a tempo e acabei batendo a palma da mão esquerda no trilho. O ar ainda estava frio, os manetes do freio gelados, com essa combinação a minha mão doeu muito mesmo, mal dava para trocar de marcha. Continuei seguindo e pela média horária indicada pelo GPS e pelo ciclo computador começava a perceber que não chegaria a tempo. Passei por vários bairros, vários pássaros me dando bom dia, o ar já era diferente do da capital, já era possível pedalar a uns bons 25km/h pela estradinha de terra que em alguns trechos acompanhava o trilho. 
Já eram 8:00 quando cheguei em Colônia (esse era o horário que calculei para chegar na estação....), parei em um boteco para comprar uma garrafinha de água pois pelo Sol que já começava a esquentar pensei que só uma caramanhola de água poderia ser pouco. Neste distinto estabelecimento, me deparei com um pessoal já chamando o garçom (o próprio dono e atendente do boteco) e pedindo uma boa cerveja gelada. 
8:10 fiz um alongamento, tomei minha água e deitei o cabelo para recuperar o tempo. 
Cruzei por várias pessoas andando pela estradinha de terra, sempre as saldavam desejando um bom dia (nunca se sabe se precisará de ajuda ou quem são... melhor trata-las com educação...).
Cruzei também por uma veraneio da guarda metropolitana, fiz sinal para pararem e perguntei a que distância estava a estação, fiquei feliz com a informação de apenas mais 4 quilômetros me esperavam. Piquei a mula e continuei pedalando. Avistei então uma placa sinalizando "Pátio à 1000m". Oba!!! Faltava pouco até a estação. Mais algumas centenas de metros cheguei a um posto da guarda metropolitana, eles me perguntaram para onde estava indo, que era perigoso passear sozinho por ali porque há muitas "Almas Depenadas" na região (quase gargalhei)... Um deles me perguntou oque era o aparelho no guidon da bike e expliquei oque era o GPS. Aproveitei a política da boa vizinhança e pedi água para as garrafinhas... Me despedi então e pedalei os metros restantes até a estação.
Eram 9:00 nem sinal do pessoal. O vento que vinha da serra estava gelado. Me encapuzei e decidi esperar até as 10:00 para ver oque eu ia fazer. Aproveitei para me alongar e cuidar da minha mão. Tirei a luva e aí percebi o quanto estava inchada e rocha. Como a água estava gelada, fiquei com a caramanhola simulando uma compressa gelada.
Quase 10:00 chega um pessoal na estação e me pergunto se a Dna. da venda já tinha aparecido. Disse que não sabia e eles batem na porta da estação chamando por ela. Eu ouvia a conversa e não acreditei quando ela queria vendar saquinhos de mercado por R$0,05 cada!!!! 
Bom, continuei na minha e já eram 10:00. Nada do pessoal ainda. Decidi esperar até as 10:30 e que se eles não aparecessem eu iria descer sozinho. Não poderia esperar mais senão poderia chegar tarde no fim da serra e a escuridão poderia complicar a pedalada pelos trilhos.
As 10:20 não agüentei mais esperar. Peguei um carvão e na rampa de acesso da estação escrevi "CAB - MV 6/7/3 10:20" assim o pessoal chegasse saberia que tinha mais um no caminho e a hora...
A uns 600m a frente, depois de uma curva, avistei um monte de bikers em uma encruzilhada, me aproximei e falei "E aí pessoal do CAB". Notei um certo espanto em alguns da turma e logo o Sergio, Ronaldo e o resto da turma foram me recebendo. 
Conversamos alguns minutos, me descapuzei e seguimos dormentes a baixo.
Logo no começo percebíamos e a velocidade seria bem baixa.
Não tinha muita escolha quanto ao melhor caminho. Trilho da direita ou da esquerda... Quando tínhamos sorte era possível pedalar pelas laterais ou entre as duas linhas.
Um pouco mais a frente em uma ponte demos uma breve parada para ver a paisagem: Grandes morros ainda cobertos com mata nativa, ao longe era possível avistar alguns riachos cortando a serra...
Trem!!! Trem!!!! Trem!!!! Era oque alguns gritavam. Saímos das linhas. O trem então é avistado, o maquinista buzina e passa por nós serra acima.... Alguns já pensavam "Se estivesse descendo eu pegava carona..." 
Os túneis aparecem, em alguns era possível pedalar, outros sem chance. 
Mais a frente paramos para comer em uma ponte. Do lado esquerdo da uma bela cachoeira, do lado direito a vista da serra... Aos poucos o pessoal ia chegando, e já se atracavam em seus lanches.
Descansamos, barriga forrada, músculos reaquecidos, hora de voltar aos dormentes. A esse ponto do trajeto, meu joelho já sentia os impactos, meus braços já estavam sentindo as centenas de flexões que já tinha feito (obs: minha bike não é full, é empty. Sem susp. nenhuma além das pernas e braços.). 
Sem muito oque fazer, seguimos dormentes a baixo.
Mais trem, mais túnel, mais dormente, mais pedra... Em alguns momentos até ficava monótono. Nem a paisagem dava para apreciar muito, pois a concentração por onde os pneus passavam não podia relaxar.
Para variar um pouco, por curiosidade o trem, o túnel, os dormentes, as pedras e nós se encontraram todos ao mesmo tempo. "Por onde vem o trem?!?!?!?" "É na linha da esquerda ou direita????" "Se encostem bem nas paredes!!!!" e o barulho dos motores ficando mais forte. Os três bikers que estavam na minha frente ficaram encostados na parede esquerda do túnel. Eu acabei escolhendo o outro lado... Assim que avistei o trem e percebi que ele também tinha escolhido esse lado. Não hesitei. Com sangue frio, peguei minha bike e atravessei na frente do trem subindo para o outro lado!!!!! E então o trem vai passando... O cheiro do resultado da queima do diesel me relembrou os caminhões de São Paulo...
Saímos do túnel e o pessoal falava "Quem atravessou na frente do trem?" "Você é louco?" Hehehehe.. Acabei dando um susto no pessoal... 
Continuamos ao trivial, pedras, dormentes, trilho da esquerda, trilho da direita, túneis...
Mais a frente paramos novamente para reagruparmos e aproveitar a cachoeira que passava por debaixo da ponte onde paramos. Não ví ninguém entrar... Peguei minhas garrafinhas e as completei. De volta para onde estavam as bikes, compartilhei o "purificador de água" com a turma. Alguns aproveitaram para comer, outros para alongar os músculos, outros para competir para ver quem acertava um marco atirando pedras...
Após mais quilômetros do mesmo (pedras, túneis, trens, dormentes................) mais uma parada. Aproveitei para ligar para minha esposa (o celular funcionou beleza). O Laércio aproveitou para dormir. Aos poucos a turma ia se agrupando. Compartilhei minha água com um outro participante e recebemos a notícia de que uma bike teve problemas com o câmbio traseiro e que estava descendo empurrando. Aguardamos todos chegarem, a equipe de manutenção entrou logo em ação. Alguns já partiam trilho abaixo, voltei ao de sempre (novamente, pedras túneis, dormentes........................................). Um quilometro abaixo havia uma bica, pausa para encher os tanques novamente, purificador e serra abaixo...
Um bom trecho depois, avistei o túnel de número nove (começamos no túnel 28 em contagem regressiva). Quando avistei esse túnel comemorei pois já estávamos agora na casa de um dígito só...
Logo a frente, um dos participantes que acabei nem sabendo o nome teve problemas com a corrente, um elo tinha entortado o que dificultava a pedalada.... Como era descida, de certa forma ele consegui prosseguir. Mais a frente encontramos um casal de senhores que estavam em uma ponte quase em frente a suas casas jogando pedras lá para baixo. Paramos (esse participante que não sei o nome e eu) e perguntamos sobre uma tal de estradinha de terra que descia até a Pedro Taques. Eles nos disseram que logo ali embaixo, depois da curva onde havia um chalé azul começava a estrada. Em seguida desceu um trem, passando próximos a nós (não tinha nenhum carona pelo que pude ver....). Descemos esses poucos metros e o Laércio já estava relaxando na estação... Chegamos, conversamos, descansamos. O Laércio tentava contato pelo rádio e nada. Algum tempo depois ele tentou o celular. "Não tô acreditando, meu Nextel veio pega aqui!!!" ele exclamava. Ele conseguiu contato com o Rafael que estava com o pessoal que estava para trás. O Rafael disse que o pessoal iria pegar um single track morro abaixo. Explicamos que a estradinha estava onde nós aguardávamos. Após um tempo perdemos contato mas com a notícia de que ele e seu irmão estariam descendo até nós.
Neste meio tempo, esse participante que não sei nome, disse estar morrendo de fome. O Laércio e eu oferecemos duas barrinhas. O Laércio então me perguntou se eu não tinha um frango assado na minha mochila. Disse que não, mas que eu tinha pão com atum!!!
"Sério?!? Tem maionese também?" ele perguntava. "Tenho sim, claro!!" Abri então a lata de atum, peguei os saches de maionese e preparei 3 pães de forma com a deliciosa mistura. A quarta fatia e o restante do atum ofereci ao participante "sem nome" (hehehe). 
Logo depois chegou o irmão do Rafael. Ele nos disse que o pessoal realmente tinha descido o single. Minha preocupação era se não desse certo, a dificuldade que seria trazer as bikes para cima...
O Rafael chegou então, ligou para seu pai e marcaram um ponto de encontro (pedágio da Pedro Taques).
Mochila refeita, estômagos com algo para digerir, músculos frios iniciamos a descida.
Essa estradinha foi revestida com pedras!!!! Não é possível imaginar quanto meus braços agradeceram... A cada tranco do pneu meus músculos do braço doíam. O Laércio com sua bike full desapareceu... Eu e o companheiro "sem nome", o Rafael e seu irmão (todos com bikes do tipo "empty" ficamos para trás. Eu não conseguia pegar velocidade tamanha a dor nos braços. O joelho do Rafael também já mandava notícias a ele...
Lá embaixo, em estradinha de terra com cascalho as coisas estavam melhor para o corpo, mas a preocupação com o restante do grupo de teriam sucesso ou não me incomodava....
Chegamos em fim ao asfalto, em frente ao pedágio da Pedro Taques. O Rafael e seu irmão atravessaram a rodovia e já se preparavam para a chegada de seu pai. O Laércio, eu e o "sem nome", aguardávamos no meio da pista onde ficam as pessoas vendendo refrí e salgadinhos... Perguntamos sobre a rodoviária mais próxima e nos informaram que era a de Cubatão. Atravessamos a rodovia para conversar com o Rafael e seu irmão. Eles já estavam com bikes desmontadas e haveria lugar para mais um no carro. Sugeri que o "sem nome" fosse com eles, já que estava com problemas na bike. Nos despedimos então e o Laércio e eu seguimos em direção a Cubatão. 
Alguns quilômetros a frente, encontramos mais dois participantes. Eles disseram que não sabiam do resto da turma. Conversamos um pouco e eles disseram que já aguardavam pelo "resgate", como eles já estavam se acertando, seguimos em frente. 
Logo em seguida o pai do Rafael encosta com o carro carregado. "Há lugar para mais um." Como o Laércio disse que teria compromisso hoje logo cedo e de que não tinha dormido a noite, falei para ele ir. Ele ficou meio receoso em me deixar sozinho, falou que não queria isso, mas disse que não tinha problema e que eu iria até a rodoviária. insistí e ele acabou aceitando. Pedi pela água restante deles (o pai do Rafael tinha uma garrafa com água geladinha, estava uma delícia). Nos despedimos então eu eu segui em direção a Cubatão.
Quilômetros a frente, cheguei a rodoviária. Eram 17:50. Comprei passagem para São Paulo no ônibus das 18:00. Em dez minutos desmontei a bike, a revestí com plástico, me troquei e estava ansioso pela volta.
Já no ônibus (que delícia sentar na poltrona macia....) , no alto da serra, eu já estava cochilando quando acordei com um carro buzinando bastante.
"Que saco!!" pensei. Quando olho pela janela, vejo um carro carregado de bikes. Que legal!!! Abri a janela e acenei. Não deu para ver muito bem, mas acho que eram os dois que estavam aguardando "resgate". Dei tchau, fiz sinal de positivo, mostrei o capacete mas o ônibus acabou ficando a frente.
Cheguei na rodoviária, minhas pernas e braços estavam clamando por um banho e descanso. Com os músculos já frio, penei para subir as escadas carregando a bike...
Logo depois minha querida esposa chegou para me pegar. Estava enfim indo para casa para um bom descanso.

Desculpem a imensidão do relato pessoal....
Percebí que de tantos dormentes, meu cérebro saiu da dormência voltou a ativa...
Desculpe também ao companheiro "sem nome". Aliás, qual é o seu nome?


Estou pronto para a próxima... (daqui há um bom tempo...)

Abraços.

De Laercio Galdino

Olá!!!!
A idéia era... Quero conhecer o pessoal do CAB. Afinal, ouço falar tanto deles, nunca pedalei com eles, embora já tenha feito algumas trilhas com o Jaider e o Miguel que são caras muito legais. Daí, sem nem avaliar muito bem, resolvi fazer Sampa – Praia Grande, afinal, já desci a Serra do Mar inúmeras vezes e por diversos caminhos, logo, seria apenas mais uma descida fascinante.
Além disso, resolvi ir ao ponto de encontro pedalando, uma vez que precisaria deixar o carro no Extra/Anchieta, mas combinei com o Raphael que subiríamos de carro para Sampa. Moro na Alameda Campinas nos Jardins, corresponde a mais ou menos 25 Km até o ponto de encontro. Além disso, parece que os caras do CAB gostam de madrugar... Marcaram o encontro para 05h:30 – Eh, eh, eh...
Bem, marquei um encontro com o Raphael às 04h:00 no Posto Esso da Av. Ricardo Jafet. Saí de casa às 03h:30 e o bendito só chegou às 04h:55. Passei um frio miserável, mas tudo bem o cara é legal!!! O pior é que é legal mesmo...
Partimos para o ponto de encontro e chegamos adiantados. Daí chega um, chega outro e mais outro e bem... Não sou aquele sujeito que faz amigos facilmente. Me aproximei dos caras, cumprimentei e fiquei só observando.
Pensei: Até que os caras são organizados!!! E não é que saímos na hora marcada!!! É: Os Caras são organizados...
Não vou relatar tudo que aconteceu durante o percurso, pois tenho certeza que vai ser publicado no Site. Mas o que quero dizer é o seguinte: Já fiz trilhas e aventuras bem difíceis (no aspecto de desgaste físico), mas, rodar 30 Km sobre dormentes de estrada férrea, foi uma das experiências mais loucas que já fiz sobre uma bike.
Daí pensei: Os caras são organizados, pedalam forte mas são loucos – ah, ah, ah...
Cheguei no meu apartamento por volta das 19h:00, larguei a bike no hall do elevador, as roupas na sala e parti direto para o banho. Que maravilha! Parecia o céu... Comi qualquer coisa e literalmente despenquei na cama que parecia os braços de uma deusa. Por conta disso dormi imediatamente e acordei com o infeliz do zelador implorando para eu tirar a bike do hall do elevador – ah, ah, ah – eh, eh, eh...
Hoje, segunda-feira, o quadro é o seguinte: Pescoço que não consegue virar para os lados, braços que parecem ter sido esmagados pelas locomotivas da FerroNorte e assim por diante.
Mesmo assim quero resumir que a turma do CAB é brilhante e certamente vou participar de outros eventos (se vocês quiserem é claro), desculpem quando me desprendi da turma no meio do caminho (ali onde o Jaider e o Miguel empurram aquela Ferrari – eh, eh, eh), mas acontece que a mulher do buteco me ofereceu suas coxinhas que estavam deliciosas e eu não resisti e comi. Claro que se trata de coxinhas empanadas!!!???.
No final, o Marcelo Vieira (cara legal), o Raphael Quintanilha e seu irmão Ádamo (caras legais), além de outro cara também muito legal mas que não sei o nome e eu (acho que sou um cara legal – ah, ah, ah) ficamos esperando a turma para descer para a estrada, mas depois de algum tempo soubemos que já haviam despencado por uma single. Daí despencamos também, mas por uma estradinha muito legal e que dá pra fazer um belo DH. Lá embaixo precisamos nos separar e, sinceramente, fiquei muito aborrecido em deixar o Marcelo Vieira subir de Ônibus e eu de carro com o Raphael.
Conclusão... Vocês são loucos, porém organizados e muito legais.
Grande abraço a todos