Ribeirão Pires a Caraguatatuba -  24/08/03

Partimos de Ribeirão Pires as 0:00 horas do Domingo rumo a Salesópolis, 19 malucos encararam o frio e a escuridão por estradas de terra e asfalto, lá em Salesópolis pela manhã encontramos com mais 11 e formamos o grupo que encarou a Estrada da Petrobrás, 80 km,  uma maravilha para CrossCountry, e mais ainda pela Natureza e tudo que ela proporciona. Um parabéns especial para as garotas que foram ótimas. Abaixo algumas fotos e relatos.

Melhor Impossível

O tempo dessa vez brincou com todos. Esperávamos fazer a trilha de Salesópolis até Caraguá, num tempo meio inverno, meio fechadão, daqueles que nos ajudam a pedalar e a manter o corpo descansado. Ficamos com dó da turma que iria fazer Ribeirão Pires/Salesópolis, pois, mesmo no verão a galera quase morreu de hipotermia. Mas eles queriam.... tudo bem....

E assim, em plena Segunda-feira, eu e o Maçã resolvemos botar a mão na massa e organizar outro grupo que sairia de Salesópolis em uma van. O Artur, pegou para sí a incumbência de alugar o carro e eu, de ir fazendo relatos diários de como andava toda a atividade. Mil telefonemas depois, o Maçã descobriu uma pousada do preço dos sonhos: 13,00. Inacreditável!! Eu falei. Fecha. Mais mil e-mais e gente que entra e sai da lista, como é normal, acabamos fechando em exatamente 10 pessoas. Já de início, para colocar 10 bikes em uma van, já foi um sacrifício, mas lá íamos nós.... tem sempre um gosto melhor, quanto mais difícil é a situação...

O trajeto foi de assunto único: bike! Quem tinha feito, quem não tinha, se era difícil e assim, fomos criando uma expectativa entre estarrecedora contudo cheia de encantos. Algo das mil e uma noites, onde nunca se sabe o final de cada história, no nosso caso, subida... descida, curvas e pedras...

Assim que chegamos, os meninos já tiraram as bikes e começaram a montá-las. Verificação de freios, cat eyes, regulagem de câmbios. A sala da pousada tornou-se um box de fórmula 1. Após enchermos 4 quartos, fomos dormir para acordar exatamente as 5 horas. 

Levantamos todos, num breu total e enquanto uns preparavam lanches, outros comiam algo, mas íamos nos encontrar na padóka onde tomaríamos café. 

Alguns saíram da pousada para ver o nascer do sol. Quem talvez leia isso, nunca vá "sentir" o que é ver um sol nascendo. É a promessa de um dia em que podemos fazer tudo dar certo ou errado. Transformá-lo em lembrança de vitórias e conquistas, ou de amarguras e fracassos. Nós, que praticamos esse tipo de atividade física, sempre escolhemos alternativa A .

Com esse espírito, partimos para a padóka e comemos tudo a que tínhamos direito, junto com o cheiro de uma manhã fria e promissora. Pelo rádio, começamos a escutar a voz dos meninos vindos de Ribeirão Pires, onde rapidamente, abaixo, relatarei os acontecimentos.

Ribeirão Pires/Salesópolis

Era exatamente 0 hora de Domingo quando a troupe de 19 loucos, digo, bikers, pegou literalmente, o caminho da roça. Seguiram pela estrada da adutora que tem 12 km. de terra, dentro de Ribeirão Pires que já é frio e escuro, por natureza.

Os mais precavidos, estavam com farol, o que não facilitava em quase nada,

pois o único visual se restringia às estrelas do céu. Claro que haviam os marinheiros de primeira viagem que foram sem lanterna, mas acho que isso nunca mais vai acontecer... 

O frio intenso não tirou a beleza do pedal, mas desencorajou temporariamente, pelo menos, a turma de Ribeirão Pires.

Não havia calor que se mantivesse no corpo, nem abrigos que os deixassem confortáveis. 

Rapidamente os pés começaram a gelar, mãos a formigar ,pelo frio intenso e ainda restavam mais de 80 km para se pedalar. Não havia orelha que estivesse quente tampouco um nariz que não sofresse uma sensação térmica de que iria cair no próximo segundo. 

Depois dos 12 km de terra, pegaram uma pequena estrada vicinal de apenas 1 km de asfalto mais 2 km de terra pela Estrada de Furnas até chegar a Itaiaçupeba. Em seguida, atravessaram a Mogi/Bertioga, para pegar a estrada que os levaria à Salesópolis.

Assim, os 19 bravos chegaram, uns dormindo sentados em postes, outros normais, outros com o rosto onde a fadiga já se estampava, mas com uma vontade férrea de ainda fazer mais 72 km. De terra. Impressionante. Só de lembrar, a gente se emociona!

Foram chegando aos poucos, assim como o dia que amanhecia. Enchemos a padaria, tiramos as fotos de todos, como se rumássemos para uma expedição desconhecida. 

19 e 11, do nosso grupo, perfizeram os 30 que então começavam a Segunda etapa de mais uma de nossas deliciosas aventuras....

Salesópolis/Caraguá

A primeira parte é estrada asfaltada. Pequena, mas com asfalto. Daqueles que facilitam um pouco, mas não deixa que o cheiro do mato, misturado ao orvalho, desapareça das nossas narinas. Bom, tem que respirar devagar, pois o frio entra na pele e repuxa tudo. Arde nos pulmões, provoca lágrimas insistentes nos olhos e em alguns casos, ficamos tiritando, mesmo que o sol já brilhe intensamente, porém sem aquecer ninguém.

Por onde passávamos, escutávamos galos cantando e vários tipos de pássaros embelezando o céu de um azul perfeito sem nenhuma nuvem. E a placa! Ali: Estrada da Petrobrás. 

Coração batendo forte, já começou com subida. E fomos... subindo, subindo e eu falando pro pessoal que estava mais perto. Quanto mais rápido a gente for, menos vai sofrer no final. Enquanto estivermos com frio, é bom, depois é só sofrimento! [ e pensava: olha o que eu estou falando!! Pai do Céu, sofrimento!! E eu aqui, curtindo! Será que todo biker é masoquista? Não, não quero saber a resposta.(rs)]

Rapidamente o grupo foi se desfazendo... Na estrada, parecíamos uma centopéia gigantesca com 30 bikers em fila, ali, dispersando conforme as pernas. Não pensem que quem estava vindo de Ribeirão, estava por último, não, havia biker prá tudo quanto era gosto.

Da nossa turma, Robinson, Marcus e Zé Renato rapidamente foram sumindo de nossa visão. Pô os caras estavam andando pacas...

Os gracinhas, Ju e Maçã, apesar de terem um ritmo super mais veloz, ficaram com a gente, paparicando, conversando, olhando tudo, entre fascinados e felizes de estarem ali. Daniel e Maurício também do lado, seguindo todos a mesma cadência, quase de passeio, para saborear esta trilha digna de ser feita várias vezes durante anos. 

Pra falar a verdade, é a descida com mais subidas que eu já vi na minha vida. Quando dizemos "vamos descer até Caraguá" quem fez esta trilha, cai na risada!

É subida prá se escolher: longa ou curta? Íngreme ou suave, Ladeiras ladeiras ladeiras... e pode misturar os quatro ingredientes.... tem também!! Quer com pedra, lisinha ou esburacada, todos os gostos. 

E descida então? Daquelas que o coração além de bater alucinadamente rápido ainda geme... no final, depois de vc. despencar por uma descida longa, cheia de pedras, buracos, fendas, tem aquela curva fechada que vc. reza prá conseguir fazer. Lindo, vivo, assustadoramente... fantástico!

E as surpresas dessa trilha. Serginho com fraqueza, querendo desistir? Larry, sempre o the best amigão, voltando prá ficar junto. Dando a maior força até que ele se recupere e faça parte de novo do grupo. Eles são irmãos e nem sabem.... Artur, estreiando bike nova, dando show de perseverança e indo em compasso de pró... 

Toninho, o Curdo, de bike nova também, não consegue subir pedalando devido ao peso, mas isso, durante a trilha, será também uma amostra que é possível ser forte e persistente chegando ao final, que é sempre o nosso objetivo, não importe quantas horas isso demore. 

Incontáveis subidas foram transpostas e o suor já nos banhava. A respiração ofegante dava lugar à outra mais comedida, pois ainda era muito cedo para desembestar lá prá frente.

O calor do sol já se fazia presente e nem eram 10:00 horas ainda. Mais algumas subidas e chegamos à pedra grande, onde tiramos as fotos e também onde mais tarde um pouco, o Larry deitou-se à sombra dela, e ficou curtindo o visu. Delícia completa... enquanto isso, íamos.

O pessoal que estava indo pela primeira vez estava ainda estupefato. Qué isso, minha gente!!

Que louco! Nunca fiz uma trilha como essa! E eu pensava: ainda não viram nada.... hehehehe... acho que vou mudar o nome de cicloturistas para ciclotrilheiros... é... boa...

Continuamos a descer. O Maçã comentara há alguns dias os problemas que ele tinha com a corrente... e foi, justamente numa subida, que eu escutei aquele plá, sonoro, alto, e ele, com a dita, já no chão, bem do meu lado... 

vai indo, eu me viro aqui.... corrente.... de novo! 
Tô indo,
Nosso repórter fotográfico, o Jú, ficava de olho em tudo. É capaz que tenha registrado isso também.

Bom, como diz o Zé Renato, o bom de toda a subida, é que a gente chega no final. Lendo isso agora, fica sem sentido, mas lá, era uma verdade absoluta! Às vezes, pedalamos olhando pro pneu prá não Ter noção de quanto ainda resta para alcançar o topo. Encontramos vários, parados, sentado à sombra, fazendo : Lanchinho. Tinha um japonês, magrinho. Toda a hora eu passava por ele, lá estava, comendo, era banana, maça, mexirica, barrinha, e indo sempre... só parando para saborear o seu kit de pic nic particular... um barato. 

Quando esta trilha nos oferece mais do que árvores dos dois lados, nos dá uma paisagem de cair o queixo. São abismos imensos, cujo verde transbordante, nos impede de ver o final. Árvores centenárias, escondem animais mas nos deixam ouví-los além do som forte que o vento faz nos nossos ouvidos.

Sérginho e Larry foram os apreciadores de mais uma beleza oferecida por esta trilha magnífica... duas cobras! A primeira, com mais de dois metros, "passeava na estrada" exibindo suas cores preta e vermelha, para quem quisesse admirar. Quem anda em trilha, respeita a vida que o cerca. Sérgio freiou, freiou, saiu da bike e ela continuou até parar a cerca de 1 metro da cobra que imediatamente armou um bote! O Sérgio então pensou: Chi, vai matar a minha bike!!

Imaginem a cena: Larry gritando: tira foto, tira foto!! E a cobra fugindo dos dois malucos... Mas não seria a primeira, para esses dois que fugiram do hospício, pois fazer trilha com pneu slick sem dúvida nenhuma, é coisa de gente que falta parafuso e pronto!

Em mais uma descida, viram uma cobra tipicamente brasileira... verde e amarela, da qual também não conseguiram nenhum registro devido ao susto dela, olhando para os dois...

Segundo entrave do Maça com a bike. Pneu furado... traseiro.... isso é horrível... mas com tanta pedra, era de se esperar.... então por que não aconteceu com o Serginho e o Larry andando de slick? Sei lá... coisas da sorte.. Deixei mais uma vez esse meu amigo consertando a bike e fui subindo (prá variar) devagar, no meu ritmo. Epa, a bike está estranha. Desço dela e ... pneu furado... traseiro.... detesto isso!!! Mas nem esquentei, comecei a tirar tudo para trocar a câmara e logo o Luciano de Barueri apareceu, junto com o seu companheiro de trilha e em dois segundos, trocaram. Eba!! Subi na bike, toquei prá frente.

A gente já perdia a noção de quem havia ficado pra trás. O Artur e o Maurício, certeza completa, e mais uma quantidade legal incluindo o Toninho, com sua super-bike-pesada. Mas iam firmes junto com outra galera, animadíssima por sinal.

Enquanto isso, eu lá na frente, caía.

De todas as descidas onde eu fui feito louca, nada aconteceu. Na que eu tomei mais cuidado, a roda virou e eu me vi atirada, em câmera lenta roçando a pele no chão e imaginando ... meu joelho. Parei de raspar uns dois ou três metros na frente, já com o Daniel agachado ao meu lado. Sentei e segurei as duas pernas. Como doiam! Não conseguia me mexer, pelo menos até passar um pouco da dor. Daniel jogou água e foram chegando os camaradas. Júnior me abraçou, Paulinha tirou o kit primeiros-tombos dizendo toda feliz que estava inaugurando!! Vê se pode! Daí, vai arder, que arde mesmo, então que seja rápido. Sem pele nos dois joelhos, no ante braço, lá fui eu de novo em cima da bike, despencando. Daniel só dizia: faz parte, que fazer?

Chegamos a uma descida (novidade!!) e encontramos o Zé Rubens sentado, olhando prá tudo. Tá tudo bem? Ô! Só estou curtindo. Vem!! Todos gritamos, a cachoeira é logo ali. Neste ínterim, o Larry e o Serginho, já tinham passado feito dois dementes pela galera.

Cadê o Artur? Estava com o Maurício. Tudo bem, então. Mesmo que haja uma grande dispersão, é legal ficar ao menos em dupla, fica mais leve, vc. conversando com alguém quando está muito cansado. Um dá força pro outro. Aprendemos a respeitar nossos limites e o do outro também. Sermos companheiros acima de tudo.

O Zé reuniu-se ao grupo e chegamos ao tão esperado ponto de encontro. Eu e o Marquinhos havíamos feito uma promessa que entraríamos na água da cachoeira, não importasse a temperatura. 

Chegamos lá, e ele, com a maior cara de descanso, falou que estava nos esperando há mais de uma hora... brincadeira? 

E fomos... na cachoeira C.E.M Cachoeira Escondida do Marquinhos... agora, tem mais 8 que sabem... Vale a pena registrar que Toninho, o curdo, não quis entrar por medo de água fria e o Maçã não teve coragem pela mesma razão. Quem entrou, teve que pular direto. A água estava estonteantemente gelada. Não dava para nadar! Mergulhei, mandando todo o cansaço e dor embora! Paulinha mergulhou bonito, e então, os meninos foram. Junior gritando, Daniel, zen, entrando bem devagar, Robinson também se atirando feito louco. Marcus repetindo a dose após uma hora de espera e ....Zé Renato, impressionando a todos, foi nadando, até a cachoeira. Loucura loucura loucura.... 

Parecia um menino, com as faces rosadas e brilho intenso nos olhos, coisa que por sinal não faltou a nenhum de nós: brilho nos olhos!

Ficamos uma hora lá, lagarteando por que trilha sem isso, é incompleta... Lanchamos, comemos cenoura crua, tomate, pão caseiro que a tia do Maçã, generosamente nos ofertara... quer mais perfeito? Ta bom... tinha queijo. Hihihi!

Lá fomos nós. Robinson e Marcus logo nos deixaram prá trás. Queria saber que cogumelo o Marcus ingeriu antes da trilha... Conta prá gente? 

E fomos indo, por que o Marcus já nos avisara que teríamos 20 Km de subida pela frente... 

Palmas prá Paulinha. Não desceu uma vez sequer da bike! Pô essa guria está pedalando mUUUUUIIIIIto!!

Daniel e eu vimos uma gavião lindo, voando sobre nossas cabeças e ele, soltou aquelas frases tão só dele: Olha Maia, que lindo!! Vc. vê? Quando a natureza dá condições de alimento sadio, o bicho cresce, não é gordo, é forte, vc. vê isso, no bicho.... ( e daí a piadinha)..e ainda vem essas mulheres magérrimas, quase a ponto da anorexia.. pô meu, tem que ser forte!!! Grande sábio, meu amigo Daniel!!

Estamos ainda subimos e encontramos a Lígia, com mais alguns bikers, consertando a roda, quadrada, para ficar de novo redonda.... puxa é tanta coisa prá contar que pode Ter até uma inversão de tempo... mas o que vale é contar...

Estamos todos juntos, fazendo uma descida muito louca, tenebrosa, sinistra, daquelas que quando vai chegando, a gente descobre que a bike não faz curva quadrada e então reza... o coração explode na garganta e vc. freia freia e consegue e então encontra um cara de sunga, sentado no meio da estrada... comendo... pirado e a gente começa a gritar para os outros que vem vindo... cuidado! E o cara nem aí.... tranquilão!! Dá prá acreditar? Segundo os fofoqueiros do CAB, esse hombre sui generis, era o Laércio, uns dos que tinham feito os quase 100 km Ribeirão/Salesópolis. O grupo continuou subindo, e o cara todo contente por não ser o último... mas quem se preocupava? Maçã chegou logo depois, tão feliz quanto se tivesse ganho uma competição em primeiro lugar. Conseguiu escapar de um tombo "naquela" curva de um modo espetacular... entrou na calha e conseguiu sair, sem soltar o taquinho. Acrobata!!

Nossa água estava chegando ao fim ou quente demais. O sol nos assava impiedosamente havia horas. Estávamos cansados mas longe de esgotados. Todos aguentando perfeitamente bem. Chegamos a uma biquinha e lá o Toninho com a cabeça dentro da água, se refrescando. Comecei a sonhar com uma coca gelada. Bebi água mesmo! A Paulinha tirou mais fotos e comemos barrinhas para aguentar até o famoso km 14, que segundo todos os que fizeram esta trilha, é o término das subidas. 

E assim, os km foram passando e nem sombra dos dois disparados na frente. Quem diria!! Resgatados da última vez, Uni-vos!! Ninguém o será desta feita! 

Quem está lá? A marca dos 14! Paulinha, Júnior, Maçã e Zé Renato, os que faziam a trilha pela primeira vez, nem acreditavam e assim, após uma curva,... mais uma subida. Gemido geral, vencemos a última etapa. A cada descida meus joelhos doiam mas para falar a verdade, eu não estava ligando. A sensação de estar ali, pronta prá despencar dessa vez mais rápido, fazia com que eu me concentrasse só na parte boa. No início da descida, Marcus e Robinson nos esperavam. Reunimos de novo o grupo inteiro e não é preciso dizer que o Toninho deu tchau prá todos e despencou... Robinson, Marcus, Junior, que parava a todo instante para as suas fotos que ultrapassavam a 100 nesta altura do campeonato!

Daniel e Zé Renato, também, um pouco mais para trás, mas bem próximos. E assim desci, uma das mais maravilhosas descidas da minha vida... Melhor impossível! Fomos chegando aos poucos ao bar onde, da última vez esperávamos o pessoal que fora ser resgatado. Aqueles mesmos que estavam ali, agora nos esperando, totalmente tranquilos, com rostos descontraídos e descansados como se nem trilha tivessem feito! Como diz o Marcus... YES!! Vencemos! Nos vencemos! Quer melhor? 

A Lígia caiu na descida, mas nada muito de grave, também conseguiu fazer a trilha numa super boa e sabemos que brilhamos muito, naquele dia!

Paulinha, numa descida mais íngreme, perdeu o controle da bike e de uma maneira espetacular, freiou, tirou o pé com o taquinho, e se segurou na parede com o pé e a mão... quer maior orgulho na nossa pequena representação? Éramos 1% Galera! Trinta pessoas, 3 mulheres, 27 homens!! Quer mais? Não fomos as últimas e chegamos inteiras!

Do Bar, chegamos ao destino final, com uma satisfação inaudita estampada no rosto. Era belo de se ver. Zé Rubens queimado de sol, com cara de moleque e o Marcus falando que estava inteiro, tendo feito esta trilha em tempo recorde em relação à velocidade e bem estar físico! Grande Artur, com seu meio-século sem pesar um grama a mais sequer! Adversidades, sejam bem vindas. Quanto pior, melhor!

Maurício, passou um pouco mal, mas rapidamente se recuperou... mas ainda faltava um. Esperamos todos, apreensivamente e eis que chega o João, pedalando devagar e sempre, tranquilo na dele. Batemos palma. Mais um vencedor. E assim, todos os 30 ciclotrilheiros terminamos com louros da vitória, mais esta aventura inebriante.

Quem fez a primeira vez, não temos dúvidas, apaixonou-se. Grandes abraços foram trocados, que ficarão marcados em nossa memória. Na volta, o assunto preferido foi a bike, o passeio e como tudo rolou... Assim, vagarosamente, como o dia que foi morrendo, a van foi se tornando silenciosa. No céu, o crepúsculo anunciava o final do dia e tínhamos todos, a certeza da escolha correta de que o nosso dia valera a pena em cada segundo pois foi intensamente vivido por 30 pessoas privilegiadas por saberem aproveitar as coisas belas que só a natureza nos oferece.
Iramaia Ávila

Ola Galera
Mais uma vez foi delirante o segundo role de Ribeirão para Garagua, e para nos aqui de Barueri começou logo na sadia , já na estação pois o bilheteiro por qual motivo eu não sei estava com um mau humor tremendo ( vai ver que ele não anda de bicicleta) , alegando que não podíamos embarcar com as bike , o Tele e o Nei ( o Nei anda de speed foi até a estação para dar um apoio moral ) já queriam puxar a faca no popular , e eu nervoso pois o cara estava mesmo disposto a estragar nosso passeio , eis que o responsável pela a estação ouvindo o barraco chegou e começou a nos questionar e até achou muito legal e comentou é uma coisa tipo de doido mais entendeu a situação e nos liberou , só pediu para retirarmos o roda dianteira, para então embarcarmos , pegamos o trem no ultimo vagão pois eram 5 bike e fomos até a Barra funda ainda com certo receio pois estávamos com medo doque veria pela frente , desembarcamos na Barra Funda para fazermos a baldeação e pegarmos até a Luz o engraçado é que fomos de novo para o fim da plataforma para não atrapalharmos e ficar um pouco mais escondidos com medo dos guardas da estação para não criar um problema com a gente e eis que quando colocamos as bike na plataforma e olhamos em nossa volta estávamos do lado do comando dos guardas da estação foi muito engraçado e eles só olharam para nos e ficamos quietos e mais tranqüilos pois eles não nos incomodaram , pegamos o trem até a Luz e tudo bem e com o trem sempre vazio até pegarmos o trem para Ribeirão pois foi um pouco incomodo mais chegamos até Ribeirão desembarcamos pegamos as bike montamos pedi a informação sobre como chegar até Ouro Fino e La fomos nos até o trevo e depois até Ouro fino já nos aquecendo e para variar o Tele e o Jamintom já puxando forte eu o Rodolfo e o Luciano de boa, só um pequeno atropelamento de um triângulo de um carro quebrado na pista pois estávamos poupando nossos faróis para o pedal a seguir e só assim chegarmos no ponto de encontro e rever a galera que vez o ultimo pedal e o mais legal varias pessoas novas mais também alguns que por algum motivo não puderam refazer o pedal, bom até agora ainda não saímos para o pedal propriamente tito.O pedal começou as doze badaladas noturnicas é e todo mundo muito ansiosos e começamos , meu muito legal pois eram 19 doidos ou loucos pedalando na madrugada e meu que loco as bike a noite pois fazia uma fila indiana com os faróis e parecia uma cobra gigantesca andando muito lindo e para variar os apreçadinhos e eu me incluo nesse grupo sempre parando ou pegando o caminho errado erra muito engraçado até que em uma das paradas começamos a fazer uma contagem e foi muito legal cada um tinha seu numero e assim , cada um falava seu numero só assim para nos prosseguirmos o role até o trevo com da estrada que vai para Salesopolis ai degringolo pois eu o Tele ,Rodolfo e o Jamiltom fomos muito forte e desgarramos do resto do pessoal e eu também quase no final não suportei o ritmo e fiquei no final pedalando sozinho , até chegar em Salesopolis e logo chegou outro grupo e decidimos procurar uma padaria e até achamos mais agreditem não tinha pão nem café pois estava abrindo aquela hora ai uma funcionaria falou que tinha uma padaria aberta no centro e o melhor com café quente e pão , chegamos na padaria e começamos a devorar café com leite quente e inúmeros pães na chapa e ai foi a triste hora pois bateu um frio interminável e até falamos para o pessoal da padaria reforçar o café pois iria chegar o resto do pessoal , tomamos o café fomos para o ponto de encontro e começamos a descida para Garagua ( descida em ) , fui muito bem pois não apelei nenhuma vez ou seja não desci fiz empurabike , desci junto com o Luciano porque ele estava com o joelho zoado e no caminho foi legal pois ajudamos algumas pessoas com problemas e o mais legal é que conseguimos ajudar a todos inclusive até uma roda nos estourada conseguimos arrumar foi assim até chegarmos em São Sebastião pelas 14:30 fomos para o lado errado da rodovia procurando o pessoal e encontramos com o japa desculpe mais esqueci seu nome e voltamos sentido rodoviária e ai encontramos o pessoal , comi um lanche tiramos umas fotos me despedi do pessoal e seguimos para a rodoviária no meio do caminho encontramos com o Jamilton e o pessoal resolveu ver o mar e eu segui para rodoviária , ainda encontrei um pessoal que vinha para São Paulo , compreia passagem e embarquei para São José dos Campos aonde estava meu pessoal , já com saudades do role , até mais um abraço a todos .
Luís Alexandre Paulino

Sabadão 17:30 a galera já começa a chegar na casa da Ira, estavam, Ira, Marcus, Toninho "Curdo" (isso ainda vai pegar), Paulinha, Junior, Zé Renato e eu, depois foram chegando Robinson e Daniel, quando chegou a Van só tínhamos um problema: "Como colocar 9 Bikes em um espaço onde caberiam 4 pessoas, e ainda faltava o Artur para completar os 10, bikes amontoadas saímos para uma verdadeira "Crazy Trip", chegamos em Salesópolis em torno das 22:00hs, um verdadeiro bando de moleques todos eufóricos a faladeira eua total, bikes montadas, tudo no jeito fomos dormir, à 00:00 para levantar às 5:00, todos de pé aquele frenesi danado, recebemos um chamado no rádio, era o Sérgio, já estavam na padaria, descemos para tomar um café para esquentar um pouco e logo vimos o pessoal chegando eram uns 20 ou mais, juntamos todos, e perna para que te quero, ou melhor, pedais para que te quero, fiquei para trás para arrumar a bike do Daniel, e ví a coisa mais linda, que falta faz uma filmadora nessas horas, a galera subindo um trecho um pouco a frente, trinta bikers todos amontoados, com o sol nascendo ao fundo, nunca vou esquecer aquela imagem, entrando na trilha os grupos já começam a se formar, a galera da Van continuou junta praticamente o tempo todo, ou pelo menos mais da metade do percurso, em uma subida não muito forte minha corrente arrebentou, foram dois elos a menos, corrente arrumada, era hora de alcançar a turma de novo, turma toda junta, e la vamos nós, meu ciclo já marcava 35 km percorridos e uma marca de 74 km de máxima, quando um buraco furou meu pneu, lá vai eu novamente parar para arrumar a bike, Iramaia passou por mim e perguntou se precisava de ajuda, falei que ela para ela seguir em frente que logo eu daria um jeito de alcançar o pessoal novamente, pneu arrumado segui em frente e quem vejo guardando uma câmara furada, isso ela mesmo a Ira, não tive que forçar muito para alcançar a galera hehehe, vamos em frente, em uma curva antes um pouco da cacheira vejo o Parado no meio da Descida e adivinhem que estava espatifada no chão, de novo a Ira, com os joelhos e os cotovelos ralados, acho que foi ali que ela atingiu sua máxima, pelo menos não quebrou a bike rsrsrs, finalmente a cacheira, e nosso grande amigo Marcos "Risadinha", já saindo para seguir em frente, fizemos ele voltar conosco, agora éramos os nove denovo, faltava só o Artur, que passou pela entrada da Cachoeira e não viu as bikes, mas beleza, quase uma hora de descanso, eu e o "Curdo" (Toninho), molhamos somente os pés, acho que a temperatura da água devia ser algo em torno dos 5 ou 10°C, era uma verdadeira geladeira natural, doía nos ossos, mas tiveram os corajosos que não se agüentaram e mesmo com o frio mergulharam, parabéns para eles, de volta a trilha, agora o que seria o pior, 20 km de alternadas subidas fortes com pequenos dh's para descansar, e fomos assim até que fui um pouco mais a frente, e comecei a me soltar mais nas descidas, onde quase entrei em um barranco, ainda bem que tinha um canal para a água correr, foi lá que eu consegui parar, e depois tudo beleza, cheguei finalmente ao famoso Km 14, estavam lá nos esperando o Marcos e o Robinson, que por sinal estavam muito bem, depois de uns 12 min chega o resto do pessoal, e ai sim desabamos no DH, fui na frente, assim se caísse alguém poderia pegar meus pedaços rsrsrs, depois de 2 paradas para descansar os braços, cheguei ao final inteiro, e logo atrás o Junior a Paulinha e a Ira, com a suspa completamente travada, ela merece os parabéns, descer o famoso Km 14 praticamente com uma rígida sem cair, foi demais, haja braço, paramos no botequinho para um descanso, uma tubaina e um bilhar, onde fui obrigado a ganhar do Daniel com uma virada de sorte, saímos dali atrás da galera, ficamos para trás eu a Ira o Júnior e a Paulinha, eu e a Ira empolgados mantivemos os últimos km's uma média de 17,5 km/h, para quem pedalou 70 km isto é muito bom, encontramos com o resto do pessoal já em Caraguá, bikes na van novamente, retornamos à São Paulo, e de lá voltei para São Roque, cheguei em casa eram quase 00:00, ainda tenho que tirar as coisas de dentro do carro, um passeio maravilhoso, por paisagens paradisíacas, e pessoas incríveis, valeu galera. 
Alessandro "Maçã" Rampini