Salesópolis a Caraguatatuba  - 28/09/03

70 Quilometros na Maravilhosa Estrada da Petrobrás

Abaixo Fotos e Relatos

 

 

Se não tivesse graça, ninguém faria novamente, né? Mas tem e acredito que durante um bom tempo, ainda vá continuar tendo. O convite estava feito para voltarmos à Salesópolis mas a galera, meio indecisa, não era suficiente para lotar o ônibus. E foi assim, que eu e o Serginho, entre ligações e mais ligações, e-mails, avisos e todo o restante, juntamos os mais "devotados". Os amantes mesmo, aqueles que enfrentam quase tudo para conseguir fazer o que gosta: andar de bike. Assim, quase todos chegamos às 5 da manhã, lá na garagem da Castro, com o bumba nos esperando, e o jardim de infância saiu. Motor funcionando, liga um atrasildo que, após breve votação, ficou de fora. Qué isso gente? Teve cara que levantou às 3 da manhã para chegar no horário e temos que respeitar.... Partimos na hora prevista. Da janela do buzão já dava para ver que o dia estava completamente incerto. Quem também dava mostras de incerto, era o estômago do Ti. Lá pelas tantas, ele virou chinês, ficou amarelo e chamou o Hugo!! Lavou a lateral do ônibus!! Mas, voltando ao tempo, às vezes o céu limpo, outras fechado, nevoeiro, calor, tudo isso, ainda de manhã. 

Chegamos à Padoka, tomamos café e nos encontramos com o pessoal da Bikers Point, incluindo mais uma menina, a Marília.

Fomos saindo, bonito, como todas as nossas anteriores saídas. Parecia um mar de ciclístas, chegava quase aos trinta.... 

Entramos na trilha bem tarde, 9 horas da manhã o sol já pesando nas costas. 

Quem recebeu meu excesso de Quarta feira, vai saber por que minha garganta agora fechada, dava mostras de que aquela seria para mim, a vez do empurra. Não conseguia respirar direito, o ar doia quando entrava pela garganta ressecada. Ai ai!! Olhei para o lado e vi que não estava sozinha. A primeira galera pró já se distanciava e muito,{Com a Marília junto} os normais (lembram do Ti? Estava nesta categoria!!!!!) também, os podres, devagar e os propodres (nós) ficamos na lanterninha. Tá certo que as duas categorias aproveitam muito. Não temos compromisso com nada, só com foto, folia, cachoeira, sanduiche, fofoca e paisagem.... tudo prá gente e festa, visto estarmos passeando e nos divertindo. 

A Cibele foi pedalar depois de uma balada. Via subida, descia da bike!! Bom, a Jeanete nem precisa dizer nada, né? Se tem força, é só pra rir, mas batuta, a gente guenta ela!! Tinham pessoas de todos os tipos. O Ricardo de São Bernardo, verdadeiro herói, fazendo aquela trilha com bike de 18 marchas, loucura. O Xúnior (da Paulinha), fazendo também com 18 marchas pois uma delas quebrou!! O Ricardo (de camisa verde) dois meses sem pedal, foi aventurar-se, imagine, pessoal, o rosto dele não tinha cor, estava macilento, e ele seguia, como se tivesse que mostrar a si mesmo que era capaz!!

E assim fomos indo, tranquilamente!!! Teve gente que parou na Pedra Grande para tirar fotos, aqueles que faziam a trilha pela primeira vez, eu continuei, devagar e sempre... Fui indo observando as novas cores da estrada. Pequenas flores silvestres que apareciam às centenas. Vermelhas cor de fogo, amarelas cor de arco íris. Matos cheirosos e centenas de flores lilazes que caiam das copas das árvores, já enfeitavam o chão. De tanto passarem os carros, já não haviam tantas pedras. Era mais batido, mais seguro do que das últimas vezes. Mas nada que pudéssemos confiar muito. 

Parei num ponto belíssimo onde já tiramos centenas de fotos. É um vale, todo coberto por vegetação extensa e farta, onde não faltam chilreios de pássaros e gritos de gaviões selvagens. Belo. O Céu, de tão limpo, parecia esmaltado de tons fortes que contracenavam com o verde do Parque Estadual da Serra do Mar. Mais uma vez ela, né?

Havia dois ciclistas deitados, de modorra ali, observando tudo. Me perguntaram do Ricardo (camisa verde) e eu disse que ele ficara lá atrás, mas que o Maurício estava com ele e com todos os que os acompanhavam.

-Vamos esperá-los na cachoeira, mais ou menos km. 35, se não me engano. E fomos. 

Avisei-os para ter cuidado na descida anterior da cachoeira, ela é traiçoeira e já deixou muito ciclista dando beijinhos, caído no chão. Eu fui uma delas...

Chegamos à maravilhosa! O Ti já estava lá, sentado na entrada, feito São Pedro tomando conta da porta do Céu. O dia, antes quente e sulfocante, dava mostras de que, enjoado, queira mudar. Iarinha papa-leguas, já tinha entrado na água, e estava lá, daquele jeito só dela, observando tudo, para registrar na memória, o que precisamos de foto para relembrar !

Zé Renato me chamou. Estava de novo com aquela cara de moleque safado que brincou o dia inteiro. Tinha sanduiches, remédio para a minha garganta, e palavras de conforto que chegaram em boa hora! A garganta realmente incomodava e muito!! Nem entrei na água. Para engolir o sanduiche foi sofrimento!

Paulinho Davene, Iara e mais alguns ciclistas, foram andando na frente, cada um a seu passo. Anderson ainda babava com a beleza que ele acabara de conhecer, mesmo tendo feito esta trilha outras vezes. Chegaram Paulinha e Júnior, tomei água de coco, e o Xú, abrindo sua maleta tirou tchan tchan tchan tchan... lata de coca-cola. E a cara de felicidade dele? Tortas de frango feitas pela Paulinha, foram distribuídas e a barriguinha cheia, ficou feliz. Um dos dois meninos que havia vindo comigo, estava dormindo na outra margem, em cima de uma pedra, com um solzinho meio tosco, mais uma indicação de que o tempo estava mesmo mudando. Chegaram os faltantes. Três deles eu não conhecia, achei meio estranho e ele, virando-se para nós, avisou que uma menina tinha caído. Quem? A Cibele estava conosco, Paulinha idem, ué? Eis que surge a Jeanete, cara de dor estampada no rosto vindo devagarinho. Vc. está bem? Estou. Caiu onde eu caí.... a descida do tombo fatídico!! De bobeira!! Ela resolveu que iria embora com os três rapazes da cachoeira que eram também ciclistas, porém estavam dando um rolê de carro, naquele dia por ali. 

Voltou Jeanete de Land Rover, ar condicionado, churrasco e música ambiente, do trigésimo quinto quilômetro da trilha! Sortuda! Mais tarde soube pelo Ricardo que até desmaiar na cachoeira, Jeanete conseguiu, ao ver o corte e a profundidade! Tá certo que caiu nos braços do Maurício, mas isso foi só acaso!

Fomos embora eu, Cibele e Zé Renato. Aos poucos ele foi se distanciando, cada um respeitando seu limite. Fui ficando entre os dois e a Cibele cada vez mais para trás. Na curva do Maçã, aquela que ele seguiu reto, parei lá em cima para avisar a Ci. Claro que não deu tempo e ela foi cheirar as flores de perto. Óbvio que o pneu também estourou. Gritei pro Zé que ela havia caído. Voltamos. Ufa, ainda bem nada de grave aconteceu. Trocamos a câmara e seguimos. Logo, a distância foi se acentuando e só fui parar no km. 18, com receio de que ela se perdesse. Xú e Paulinha esperaram comigo e logo, Cibele apareceu. Avisamos de todos os perigos da trilha e fomos embora. Chegou enfim o km. 14. O Tão conhecido e sua última subida. O tempo realmente havia mudado. Muitos lugares nos presentearam com maviosas passagens de pura névoa, cor de algodão doce, pinceladas na céu!! Voavam de um lado para o outro e o céu, plúmbeo, dava mostras que o sol não mais iria aparecer. Novamente, ledo engano! Ao chegarmos lá embaixo, o sol, fraquinho, veio secar nossas costas molhadas pelo suor do esforço feito.

Claro que não fomos nem os primeiros, nem os últimos a chegar. Nos contaram que o Rick chegou em primeiro, Serginho em segundo e....Marília da Bikers Point em terceiro.. Foi um ULA ULA generalizado!! Taí marcamos presença.... 

Os lanterninhas dessa vez chegaram inteiros também!! Ricardo 18 marchas e Cibele, que teve noitada anterior. Ela porém, jurou que nunca mais bebe, deixa de levar água e barrinhas, carregar câmara nas próximas trilhas! Tá aprendendo!!

Tirando o incidente de Jeanete, só teve mais um e meio bravo. Adriano estará dentro em breve, feito cobra, trocando pele!! O Ti, chegou legal, não chamou mais o Hugo, mas estava meio acabão. 

Fui tomar aquele banho fantástico e voltei novinha em folha!

Fomos entrando no ônibus, ainda tirando fotos, todo mundo no maior gás. Conversamos quase tem tempo integral, trocando impressões generalizadas da trilha, metade havia feito como treino para o Iron e então fizeram no menor tempo possível.

Chegamos então novamente à garagem do CAB, todos felizes de fugir do domingão do Faustão, imaginando chegar em casa comer e dormir, com jeito maroto de um bando de crianças em um dia de férias num dia de primavera!

Beijos

IRA

Galera...curiosa do pedal de Salesopolis -Caragua
hoje fui no Hospital dar uma olhada no meu abdomen e joelho q tava 
com aquela ferida aberta...
Graças aos primeiros socorros do Ricardo (nosso robin
para-médico 
mor do CAB) que prontamente me ressusitou apos minha queda dá qual 
fiquei absolutamente sem ar!!!!!!!!!!!!!Gente parecia que iria 
morrer asfixiada.è horrivel isso!
nao irei precissar...segundo o medico, o ralado nao inspira cuidados 
devido a ele ter sido desinfetado e ter sido feito aquele ponto 
falso q parece uma cirugia plástica...é mole?
somente estou com uma baita barriga dolorida e inchada (me sinto 
com uma gravida)...gente como doe ...mas nada como um
descanço e tratamento com anti-inflamatorios...

Ha obrigada a todos q me socorreram.Paulinha com seu band-
daid...junior..Ira e Zé ..Viu Mauricinho? vc viu q ate 
desmaiei com a emoçao de estar nos teus braços..
brincadeiras aparte...mas gente a trilha nao é dificil mas é 
necessario muito cuidado com o firma pé...me machuei muito por não
ter a habilidade de sair deles esta é a segunda vez q me acontece 
isso..seria bom por optar por biqueiras, sapatilhas ou entao sem 
nada.

Bjks
jane