Tour
na Serra do Mar 21/09/03
Uma maravilhosa passagem por várias trilhas da região, muito single-track e
Mata Atlântica no meio da neblina.
Dados: 54.40km, 3:56 Horas pedaladas, média de 13.7 km/h e máxima de 48,5 km/h.
Abaixo Fotos e Relatos.
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Relatos:
Os participantes de mais essa enlevada aventura pedalística: João Ferreira, Koniu, Denis, Serginho, Marcelo Lima, Robinson, Maçã, Zé Renato, Tonin, Marcelo Almeida, Maurício Martini, Edevaldo, Rick Colorado, Dirceu Palitinho, João Faria, Paulinho Davene, Randal, Ricardo Martins, Leori, Ros, Ruivan, Bob Pai (Artur)
Inverno, Primavera, Verão e Outono. Estações distintas que, quem pedala, sempre nota as diferenças. São sons, paisagens, cheiros, todos característicos de alguma delas. Sendo assim, por que não refazer um passeio que foi feito no começo de outono, de novo no começo da primavera? Aliás não seria bem dizer o mesmo, visto termos incorporado uma outra trilha mais íngreme ao trajeto. Coisas de Leori e Serginho, cães fuçadores de caminhos pela mata atlântica, quintal deles, por sinal....
Tínhamos feito a trilha a noite, somente com luz da lua e seria a primeira vez que eu faria durante o dia. Assim, passando pelas três pontes, que vcs já conhecem, subidas idem, chegamos, após uns 2 ou 3 km, na primeira entrada que leva à "Trilha do Anta" aquela, em cujo caminho foi encontrado um bobão que tinha medo de tudo e falou para os meninos que eles seriam assaltados. Nossos amigos chamaram-no de anta. Bob pai, imediatamente batizou a trilha em homenagem a ele: Trilha DO Anta...
E eis que nos deparamos com uma charneca, bem ao estilo inglês de 1920, daqueles tão bem descritos por Agatha Cristie. Uma névoa assenhorava-se do local, impedindo a visão dos primeiros da trilha. Ofegávamos apesar da baixa temperatura, pela subida extensa que se mostrava a nossa frente!
O suor invadia e escorria pelas costas, enquanto nós, os quatro-olhos, não podíamos parar sem que com isso os óculos não embaçassem totalmente impedindo a visão da trilha ... Lindo!!!!!
Após a subida, começou um dos singles mais fantásticos com que já nos deparamos. A umidade do ar era grande, provavelmente havia chovido e bastante naquela região. A terra parecia um sabão!! Começamos a descer, o single super fechado. O verde exuberante nos mostrava quão linda pode ser uma trilha bem dizer virgem. Galhos baixos batiam em nossas cabeças; erosões à esquerda, à direita, faziam com que todos os nossos sentidos estivessem à flora da pele! Espinhos esbarravam em nossas pernas e braços mas a trilha... ah! Que bela! O chão completamente forrado de folhas vermelhas dos ciprestes davam ainda aquele ar "outonal" à paisagem. Mas estávamos no final do inverno, dizendo adeus a ele de uma forma bastante singular. Claro que não faltaram tombos. Éramos 27 bikers, muitos deles em sua primeira trilha. Vanessa era a que mais estava bicuda e p. da vida. Engraçadíssima! Xingava, mas tínhamos certeza de que no final ela iria amar! Capacidade ela tinha para terminar e ainda inteira, porém só fez estrada e sabe como é... o pessoal de speed se assusta e com ela não foi diferente.
Amiga do Zé Renato, aproveitava que estava com o rádio para, a cada subida, colocar em ordem alfabética, todos os xingamentos que ela conhecia! (rs) Já estreiou no single um tombão para marcar presença. Entre muitos gritos, terminou a trilha. E assim, ficamos esperando quem ia cair no ponto fatídico e vimos passar vários até que chegou o Robinson e decolou... que tombaço!! Escutamos o baque seco, primeiro da bike, depois dele. Corremos para ver se havia acontecido algo de pior. Graças a Deus e a Nossa Senhora das Boas Pernas, não... e então seguimos viagem. Vale ainda contar de um galho, daqueles que vc. olha e diz: coisinha boba, e vai passar por ele e..... bumba... bicho escorregadio, jogou uns dois no chão!! ..... natureza... sempre nos dando presente que nos fazem aprender mais e mais!!!
E assim, ao terminar a trilha do anta, emendamos com outra onde o barro, lodo, subida e sofrimento se misturavam. Era um tal de um ajudar o outro a alçar a bike que vcs nem acreditam... O Dênis além de segurar a dele, ajudou a levantar a minha. Os pés escorregavam tanto, que parecíamos estar em cima de musgo úmido. Subida curta, extenuante, fomos indo e sempre subindo... o Serginho dessa vez não deu descanso. Pior, ainda não havíamos feito nem 15 km!! e mais barro! E mais lama! E mais subida! E mais reclamação para o pobre do ouvido do Zé Renato!!
Chegamos a um trecho muito legal, onde tem um riozinho, daqueles que não é fundo, desde que a gente desça até uma parte dele. Alguns mais empolgados, quiseram passar pedalando e eis que, desde que a gente conhece o Rick, foi a primeira estréia de chão dele! Foi a maior gritaria. Claro, todo mundo sabe que o cara é 10 no pedal... daí já imaginou a gente vendo ele cair!! Foi sensacional, principalmente por que ele levou numa boa, dando muita risada... linguagem universal. Júnior, fez bonito. Jogou a bike e pulou de um barranco a outro!! Foi só gritaria feminina: JÚ !! Volta, joga a minha também!! Mas ele só aproveitou para tirar mais fotos da gente no maior sufoco. Mais um pedaço de lama mais neblina, essa que nos acompanhava em quase todo o tempo e chegamos a um lugar onde fizeram guerra, construiram trincheiras e esqueceram de tampar.... Depois de um monte de decidas barro até o meio da canela, quem ia ligar de descer naquele baita buracão? Ninguém né? e o que tinha para piorar? Na borda, uma cerca de arame farpado... hehehe!!! Um, segurava, outro puxava a bike, e só besteiras, que realmente não dão para serem contadas num site tão sério como este!! (rs!)
O Zé Renato deu uma força para a gente subir, pois colocávamos os pés no barranco e voltávamos mais rápido ainda para o fundo da cratera de l.942!
Passando por mais este obstáculo, chegamos ao monte "no lugar nenhum" que, segundo o Maçã, ou o Maurício, foi onde Judas perdeu as meias, pois as botas, tinham sido bem antes. Hora do lanche.. todo mundo abriu a lancheira... gracinha... o Zé Renato tirou um vasilhame e dentro, "para as meninas - como ele frisou- " tinham sanduiches embalados um a um... Com nossas mãozinhas encardidas.... enfiamos tudo na boca!!! "Brigado Zé !! Vc. foi DEMAIS!!!
A gente sempre fica dividido sobre o que é melhor: Muita subida ou muita descida. Descida é adrenalina pura, mas subida nos torna fortes, vencedores campeões.... mais ou menos assim.
Na descida, ao passar pela Vanessa, ela gritou se eu já havia feito aquele caminho, gritei que sim... "Louca!! Retardada!!! Isto é loucura!!" – Sim!!! É fantástico, né?
E assim, pegamos a estrada Campo Grande com sua imensa fileira de lírios ainda não abertos, adormecidos esperando dia 21... tranquilos, verdes, enfeitavam nossa empreitada rumo ao bar das Tortas...
Dali, após algum tempo, saímos em direção à Paranapiacaba pela parte baixa, ou seja, mais terra. Dênis, que já tinha um pneu comprometido com dois furos, parou na entrada da trilha do abismo com mais um furo. Enquanto isso, a turma socava o pé pois o frio pedia isso!
Fomos chegando ao bar e já tinha gente morrendo... Eram aqueles bikeiros de primeira viagem... Muitos câmbios já não respondiam mais, pois o barro invadira tudo o que era buraquinho de bike. Esqueceram de contar pro barro que nossas pernas não faziam parte da bicicleta!!
Era hora de voltar. Uma parte do Pessoal já se despedira e tinha retornado com o Leori. A outra, segunda, mais curta, resolveu voltar por asfalto: Robinson, Koniu, Denis do pneu furado (furou de novo e ele falou que era um sinal...) e Marcelo, lá foram eles. Nos despedimos crentes de que não mais nos encontraríamos.
Fomos por dentro, dessa vez, Taquarussú nos esperava. Jeanete, João Faria, Bob pai, ( fantasiado de homem lixo, mais uma vez,) eu e mais dois garotos, íamos em nosso ritmo. Tinha gente pedalando muito. Paulinho Davene e Mr Smile, {lembram daquele que sobe sorrindo???} então.... se despencaram lá prá baixo, na pequena vila. Quando estávamos bem próximos e juntamos o grupo, Serginho quis ir para um single pesadão. Foram os fortes, ficaram os persistentes... nada que nos desabone, mas queríamos pedalar, não cair...
O Dirceu perdera o firma-pé francês dele e já estava chateado. Fizemos uma assembléia para chegar à conclusão de que o palito que ele sempre levava na boca, era o responsável por suas subidas velozes. Até pedimos um pedaço, mas ele não deu. "tava muito mordido"
Maurício ficou de guia e assim a turma foi embora. Desci, para quem conhece aquele descida maviosa, quase sem freiar. Foi emoção a toda prova, passamos a mil e fomos embora. Nessa estrada, nossa média passava de 17 km e fomos vendo o dia esmaecer tranquilamente. Chegamos, e o cat eye mostrava 54 km. Não foram os km. propostos, porém as subidas foram compensadoras. Essa, foi a última trilha do Inverno e portanto muito especial pois dizemos que agora, saem da hibernação os "outros" bikers, aqueles que gostam... nós, os viciados, andamos sempre pois tudo é desculpa para pedalar...
Ao entrarmos na garagem quem a gente vê? Os garotos que tinham vindo pelo asfalto... Eba!!! E quem está chegado? Serginho e sua turma!! Todos de olhos esbugalhados, falando ao mesmo tempo!! Perguntei... e aí... alguém caiu? Não.... Ninguém... Hoje de manhã, fiquei sabendo que teve rola sim, e muito, mas o matcho-tcho não quiseram contar... Xi!! Que bobagem, pode contar sim... Aqui todo relato, inclusive de tombo, é bem vindo...
E mais uma vez o Domingo, aquele, que todo mundo ficou esperando a semana inteira, ..... acabou...
Bikes nos carros, lama no corpo, carinha de felicidade geral, fomos dando abraços apertados na galera inteira!
Ficou aquele sabor meio amargo de" que droga, já acabou" no ar. Foi o primeiro carro, o segundo e quem ia, dava aquele adeus meio murcho...
O importante no entanto é que, sempre depois de Sexta, vem Sábado e Sábado é prenúncio de Domingo, dia de pedal. Para Ter certeza de que vamos realizá-lo, já combinamos no Domingo mesmo!! E agora, se vc. quiser participar de tudo isso e muito mais, venha neste Domingo para Salesópolis, venha não só sentir, mas ser um ser participante desta Natureza tão linda que nos rodeia e nos convida a ser também um pouquinho dela!!
Grandes beijos
IRA!
Tour na Serra do Mar 21/09/03
Me ferrei o dia inteiro mas foi "ótimo", na noite anterior achei melhor ir dormir cedo para acordar inteiro para trilha quando dei a última olhada na bike vi que o pneu de traz estava murcho, resolvi trocar a câmara e depois de montar tudo e encher o pneu com a bomba notei que o pneu estava ao contrario, respirei fundo e comecei tudo de novo mas desta vez não enchi o pneu pois já era mais de meia noite. No outro dia cedo depois de acordar várias vezes por causa da ansiedade passei no posto que sempre passo para calibrar aquele pneu, vacilei e ele estourou. Tudo bem eu ainda tinha outra câmara. Sai correndo para chegar cedo e concertar o pneu. Como não conhecia o caminho direito resolvi seguir o mapa do site e quando cheguei descobri que tinha dado uma volta de mais de 50 km porque o ponto de encontro era pertinho da minha casa.
Bike consertada, entrei na trilha e ai tudo foi lindo até chegar em paranapiacaba, onde descansei quase 1 hora e resolvi voltar pela estrada com outros 3 bikers, só que a parada deve ter esfriado meus músculos, "além dos 3 serem muito fortes", não consegui acompanha-los e falei para eles irem embora mas não quiseram me abandonar, o Denis me acompanhou de perto e me ajudou até me empurrando nas subidas, imaginei como ele consegue subir e ainda me empurrar, "o cara é muito forte!!!", cheguei exausto mas muito feliz pelo passeio e pelo companheirismo dos colegas. "Valeu Denis"
Dica: Quando ver na programação nível Físico Difícil acredite é difícil mesmo!!!
Vou treinar mais sério para agüentar mais.
Marcelo Lima – São Mateus – SP – SP.